segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O batismo nas águas, o nascer para uma nova vida.


O que é o batismo nas águas? Por que o fazemos? Como deve ser ministrado, quando e para quem? Quero ensinar um pouco acerca desta prática cristã…

É UMA ORDENANÇA DE JESUS

O batismo é uma ordenança clara de Jesus para todo aquele que n’Ele crê:
“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28.19)

SELO DA FÉ

O batismo deve ser visto como um selo da justiça que vem pela fé, e evidentemente deve seguir a fé, como determinam as palavras finais de Jesus que se encontram registradas no evangelho de Marcos:
“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado” (Mc 16.15,16).

Esta é a razão porque não batizamos e nem tampouco validamos o batismo de crianças; é necessário crer primeiro e então se batizar. Obedecemos o princípio bíblico de consagrar os filhos ao Senhor, mas só os batizamos depois que puderem crer e professar sua fé.

É A CIRCUNCISÃO DO CORAÇÃO

No Velho Testamento, os judeus tinham como selo de sua fé a circuncisão; no Novo Testamento a circuncisão foi suprimida, sendo vista simbolicamente no batismo:
“Nele também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo; tendo sido sepultados juntamente com ele no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos” (Colossenses 2.11,12)
Hoje, esta circuncisão acontece no coração (Rm 2.28,29), e Paulo a relaciona com o batismo.

O BATISMO NÃO SALVA, MAS ACOMPANHA A SALVAÇÃO

O batismo não salva ninguém. Jesus disse que quem crer (e for batizado por crer) será salvo e quem não crer será condenado; note que ele não disse “quem não for batizado será condenado”, mas sim “quem não crer”.
O batismo segue a fé que nos leva à salvação, mas ele em si não é um meio de salvação. Que o diga aquele ladrão que foi crucificado com Cristo e a quem Jesus disse que estaria com ele ainda aquele dia no paraíso (Lc 23.39 a 43); ele somente creu e nem pôde ser batizado, mas não deixou de ser salvo por isto. O batismo, portanto, não salva, mas nem por isso deixa de ser importante e necessário; aquele ladrão não tinha condições de passar pelo batismo, mas alguém que crê deve obedecer à ordenança de Cristo e ser batizado, caso contrário estará em deliberada desobediência a Deus, o que poderá impedir-lhe de entrar para a vida eterna.
Podemos dizer que o batismo é parte do processo de salvação, mas não que ele em si salve; o apóstolo Pedro escreveu o seguinte acerca do batismo:
“não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, por meio de Jesus Cristo” (1 Pe 3.21).

É UMA IDENTIFICAÇÃO COM CRISTO

O batismo tem um significado; além de ser um testemunho público da nossa fé em Jesus, ele fala algo. Na verdade é o meio através do qual externamos que tipo de fé temos depositado em Jesus Cristo.
Quando falamos sobre a fé em Jesus, não nos referimos a crer que Ele EXISTE; é mais do que isto! A maioria das pessoas crêem que Jesus existe mas não entendem o que Ele FEZ. São duas coisas completamente diferentes; o que nos salva da perdição eterna e da condenação dos pecados é a obra de Cristo na cruz em nosso lugar. Ao morrer na cruz, o Senhor Jesus não morreu porque mereceu morrer; pelo contrário, como justo e inocente, Ele nos substituiu, sofrendo o que nós deveríamos sofrer a fim de que recebêssemos a salvação de Deus.
Há dois elementos básicos na fé que nos salva: identificação e apropriação. É importante entender cada um deles dentro do simbolismo do batismo.

Identificação é o aspecto da fé que nos faz ver que Jesus assumiu a nossa posição de pecado, para que assumíssemos a posição de justiça d’Ele (2 Co 5.21). A Bíblia declara o seguinte: “Porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus” (Cl 3.3). Quando Deus nos olha, ou Ele nos vê sozinhos em nossos pecados, ou nos vê através de Jesus Cristo, que já pagou por eles.
A fé nos coloca com Jesus na cruz, crucificados com Ele; nos coloca no túmulo, sepultados com Ele; nos coloca ainda nos céus, à direita de Deus, ressuscitados com Cristo! É quando nos vemos n’Ele, entendendo o sacrifício vicário do Filho de Deus, que passamos a ter direito ao que Cristo fez; esta é a hora do segundo passo: apropriação.

Apropriação é o aspecto da fé que torna meu aquilo que já vi realizado em Jesus. É quando entendemos que não somos salvos pelas obras, mas sim pela graça, mediante a fé e nos apropriamos disto. Paulo escreveu a Timóteo e lhe disse: “toma posse da vida eterna” (1 Tm 6.12).
O batismo, é o nosso testemunho da identificação com Cristo; ele revela não apenas que eu tenho fé, mas que tipo de fé eu tenho. Veja o que as Escrituras dizem:
“Ou, porventura, ignorais que todos os que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos para a glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida” (Romanos 6.3,4).
Quando imergimos alguém na água, estamos simbolicamente declarando que esta pessoa foi sepultada com Jesus, e ao levantarmos esta pessoa das águas, estamos reconhecendo que ela já ressuscitou com Cristo para viver uma nova vida. Portanto, o batismo é onde reconhecemos que tipo de fé temos; uma fé que se identifica com Cristo e sua obra realizada na cruz.

QUEM PODE SE BATIZAR?

Para quem é o batismo? A explicação anterior responde esta indagação: para todo aquele que se identifica pela fé com o sacrifício de Cristo na cruz. Depois de ter reconhecido por fé a obra de Cristo, quando a pessoa passa a estar apta para o batismo? Quanto tempo ela tem que ter de vida cristã para poder se batizar?
A Bíblia responde com clareza estas questões. Em Atos 8.30 a 39, lemos acerca do primeiro batismo cristão apresentado em maiores detalhes na Bíblia. Neste texto, temos um modelo para a forma de batismo, e ali vemos que já na evangelização o batismo era ensinado aos novos convertidos, o que nos faz saber que ninguém deve demorar para se batizar após ter feito sua decisão de servir a Jesus.
Além disso, vemos também qual é o critério para que alguém se batize; quando o etíope pergunta: “Eis aqui água, que impede que eu seja batizado?” a resposta de Felipe vem trazendo luz sobre o requisito básico para o batismo: “É lícito, se crês de todo coração” (At 8.36,37).
Quando a pessoa foi esclarecida sobre a obra (e não só a pessoa) redentora de Jesus Cristo, e crê de todo o coração (sem dúvida acerca disto), ela está pronta para ser batizada.

QUANDO SE BATIZA O NOVO CONVERTIDO?

Não há data estabelecida, somente os critérios que o recém convertido deve apresentar. No caso de Filipe e o etíope, foi bem rápido!

COMO SE BATIZA?

A palavra “baptismos” no grego significa: “imergir; mergulhar; colocar para dentro de”. No curso da história, por várias razões, apareceram outras formas de batismo, como aspersão e ablução (banho); entretanto, como o batismo é uma identificação com Cristo em sua morte e ressurreição, e é exatamente isto que a imersão significa, não praticamos outras formas de batismo.
Quando Felipe batizou o etíope, eles pararam em um lugar onde havia água. A Bíblia diz que ambos entraram na água (At 8.38,39). Certamente aquele eunuco viajava abastecido com água potável; se fosse o caso de praticarem a aspersão havia água suficiente naquela carruagem para isto, mas batizar é imergir! Não foi à toa que João Batista se utilizou do rio Jordão para batizar. Depois, mudou o local de batismo para Enom, perto de Salim, e razão para isto é descrita pelo apóstolo João em seu evangelho: “porque havia ali muitas águas” (Jo 3.23).
Não há lugar específico para o batismo. Em nosso templo temos um batistério, mas também batizamos em rios, piscinas, e onde houver água suficiente para a imersão…
Além da água, é necessário alguém que ministre o batismo ao novo-convertido, uma vez que não existe auto-batismo na Bíblia. E quem pode batizar? Quem tem autoridade para isto? Só o pastor? Não! A ordenança de Jesus é clara: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo”(Mt 28.19).
Jesus mandou fazer discípulos e depois batizá-los. A ordem já subentende que quem faz o discípulo tem autoridade para batizá-lo. Felipe era apenas um diácono, fazendo o trabalho de evangelista; não era o pastor de igreja nenhuma, e batizou!
Paulo disse aos coríntios que não havia batizado quase ninguém entre eles; entendemos que mesmo se tratando de seus filhos na fé, ele provavelmente tenha passado esta tarefa a outros cooperadores, que não eram pastores.
Em nossa igreja, os pastores conduzem o batismo por uma questão de ordem, mas não porque só pastores possam batizar. Assim como os pastores pregam e isto não quer dizer que só eles possam pregar, assim também é com o batismo. Num batismo eles podem chamar o líder de célula ou o discipulador da pessoa para batizar o novo convertido.
Para muitas igrejas, as palavras de Mateus 28.19 (“em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo”) são a fórmula a ser seguida no batismo. Vemos nisto um princípio espiritual, mostrando a Trindade envolvida no batismo, mas a forma como os apóstolos obedeceram esta ordem nos dá a entender que eles não viram nas palavras de Jesus uma fórmula a ser repetida. Por quatro vezes, vemos referências claras ao nome usado no batismo cristão nas páginas de Atos dos Apóstolos:
“Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para a remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo”. (Atos 2.38)

“Porquanto não havia ainda descido sobre nenhum deles, mas somente haviam sido batizados em nome do Senhor Jesus”. (Atos 8.16)

“E ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então lhe pediram que permanecesse com eles alguns dias”. (Atos 10.38)

“Eles, tendo ouvindo isto, foram batizados em o nome do Senhor Jesus”. (Atos 19.5)

Quando Jesus citou o Pai, Filho, e Espírito Santo no batismo, o fez dizendo que em nome deles se deveria praticar o batismo, e não repetindo sua frase. “Pai” não é nome, é um título que indica uma posição; “Filho” também não é nome, é um título que indica uma posição. Qual é o nome a qual Jesus estava se referindo e que representa a Trindade na terra? É o Seu próprio nome!
Alguns alegam que batizar só em nome de Jesus é negar a Trindade, mas para os apóstolos era sinônimo de obediência à comissão de Cristo. Veja bem, quando expulsamos demônios, fazemos isto em nome de Jesus (Mc 16.17), mas não quer dizer que o Pai e o Espírito Santo tenham ficado de fora, pois Jesus disse que expulsava demônios pelo dedo de Deus (Lc 11.20) e também pelo Espírito Santo (Mt.12.28).
Quando uma pessoa é salva, é salva pelo nome de Jesus (At 4.12), mas não quer dizer que o Pai e o Espírito Santo não estejam envolvidos nisto. Da mesma forma, quando impomos as mãos nos enfermos (Mc 16.18), fazemos isto em nome de Jesus. Quando oramos, fazemos isto em nome de Jesus (Jo 16.23,24).
O NOME DE JESUS representa a trindade na terra; por trás dele estão o Pai, Filho e Espírito Santo. Quando batizamos “em nome de Jesus”, estamos batizando no nome que representa a Trindade.
Por causa da triunidade de Deus (um só Deus em três pessoas), sub-entende-se uma “implicitude” da Trindade no nome de Jesus. Daí, a ser “unicista” (Deus em uma só pessoa) há muita diferença!



sábado, 7 de setembro de 2013

Como Perdoar Quem nos Feriu?


Feridas podem apodrecer em infecções se não tratadas. Isso é exatamente como funciona a falta de perdão. Se continuarmos a deixá-la aberta, olhando para o ferimento, ela não será curada. Em vez disso, ela será continuamente exposta ao ar sujo, tornando-se ainda mais infectada. A infecção no reino espiritual é acolhedora para os espíritos imundos, que apodrecem a ferida ainda mais. Se algo não for feito, a pessoa acaba enfrentando assédio demoníaco e tortura, e torna-se uma pessoa amarga e infeliz.

Eu tenho uma ideia do que você pode estar dizendo agora: "Essa pessoa não tem nenhum indício que eles fizeram para mim! Eles não merecem nada! Muito menos meu perdão! Eles certamente não merecem o seu perdão, muito menos de Deus... mas nenhum de nós merecemos o que Jesus fez por nós também. Aqueles que mataram Jesus não mereciam nada, mas olhemos para o que Ele disse antes de morrer: Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem! Olhe à mercê profunda e rica do amor que Jesus tem para nós... nenhum de nós merece! Mas Ele nos ama pelo que somos, não pelo que temos feito. Ele queria um relacionamento conosco tanto que Ele deu a Sua vida por ele! Quando compreendemos o que Jesus fez por nós, torna-se muito mais fácil de transmitir essa graça para os outros.

Nós  estaremos simplesmente libertando nossas almas da escravidão provocada pela falta de perdão. Você não está perdoando-os em seu benefício, mas para o seu próprio bem! Sua alma, não a deles, é o que está sendo realizada em cativeiro por causa dos sentimentos que você se permitiu abrigar. Por que você deve permitir que o que eles fizeram o mantenha em cativeiro? Eu não! Eu não deixaria esse veneno em meu coração, o entregarei ao Senhor para que com ele Deus cure minhas feridas.

Perdoar os outros às vezes é muito difícil, mas é essencial se você quiser sair da escravidão que te leva para baixo. Perdoar os outros lhe abre portas para que o Senhor começar a curar sua alma (cura interior). A falta de perdão impede que Deus nos perdoe também os pecados (Mateus 6:15), coloca-se um muro entre nós e a fonte de nossa cura.
O alto preço da falta de perdão
Eu tenho visto tantas pessoas em escravidão espiritual, devido à falta de perdão. É uma fonte comum de assédio e escravidão demoníaca, como Jesus nos adverte em Mateus 18:23-35.

Mateus 18:34-35: E o seu senhor, indignado, e entregou-o aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. Assim também meu Pai celeste deve fazer também vós, se vos de vossos corações não perdoa cada um a seu irmão.

Isso não é nada menos do que uma forte advertência literal que uma pessoa pode cair nas mãos de espíritos demoníacos para tormento e assédio se eles estão por dentro implacáveis e amargos. Eu já vi isso de novo e de novo, não é uma cena incomum encontrar uma pessoa assediada por demônios por causa de amargura em seu coração. Amargura também é conhecido na Bíblia como o veneno espiritual:

Atos 8:23: "Pois vejo que estás em fel (veneno) da amargura, e em laço de iniqüidade.

A falta de perdão não só dá demônios o direito ou a capacidade de nos atormentar, mas também impede que Deus; perdoe nossos pecados! Agora isso é sério, isso significa que quando clamamos a ajuda de Deus, mas tem falta de perdão em nossos corações, Ele olha para baixo e os nossos pecados estão diante dele. Jesus foi muito claro que, se quisermos ser perdoados, não podemos ser implacável para com os outros:

Mateus 6:15 - Mas, se não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.

Além disso, a amargura é também um meio muito comum para um crente nascido de novo para tornar-se espiritualmente impura, isto é, poluído ou impuro espiritualmente:

Hebreus 12:15, Procurando diligentemente para que ninguém falha da graça de Deus, de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem.

Observe "muitos" a palavra no versículo acima... este é um meio muito comum que as pessoas se contaminem e abrir-se para o assédio espiritual do inimigo.
Dar a Deus o que pertence a Ele
A falta de perdão é realmente tomar algo que pertence a Deus, e levando o assunto em nossas próprias mãos. A Palavra de Deus nos diz claramente que devemos permitir a Deus para trazer a Sua ira sobre essa pessoa, e deixar que Ele faça justiça:

Romanos 12:19, Amados, não vingar-se, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança, eu retribuirei, diz o Senhor.

A Palavra de Deus nos diz claramente que o que semeamos, vamos colher:

Gálatas 6:7: Não vos enganeis, de Deus não se zomba: pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará.

Falta de perdão, na verdade, é
A falta de perdão é na verdade uma forma de ódio contra outra pessoa. Se uma pessoa odeia alguém, é um sinal de que a pessoa está faltando amor em seu coração. Por quê? Eles não estão firmemente arraigados e alicerçados no amor de Cristo, e o amor de Cristo não está fluindo através deles. Tão simples como isso soa, é assim que funciona.

O que alguém pode ter feito contra nós é uma coisa, mas se você tomar a isca de Satanás de falta de perdão de coração, ele vai fazer muito mais mal do que eles. Você quer continuar a permitir que sua bagunça incomode ainda mais? Será que eles não já fizeram bastante dano? Permitir ressentimentos e se tornar amargo, é apenas fazer sua ferida se tornar ainda mais infectada espiritualmente. Diga honestamente a si mesmo: que bom que ele está me fazendo resistir a dor e amargura que o inimigo tentou plantar dentro de mim. Não seja tolo, a amargura é conhecida na Bíblia como o veneno espiritual:

Atos 8:23: Pois vejo que estás em fel (veneno) da amargura, e em laço de iniqüidade.

A razão por que Satanás quer que você segure a amargura, é porque ela é um veneno para a sua alma. Jesus disse que o diabo veio para roubar, matar e destruir. Satanás quer fazer isso com você. Não deixe ele fazer isso com você ... detê-lo morto em seus caminhos! Liberte-se desses sentimentos feridos, e deixe-os ir, deixe que se vá esse veneno de sua alma!
Autor: Wilma Rejane



terça-feira, 3 de setembro de 2013

Genealogia de Jesus


Em primeiro lugar devemos entender que Jesus(Yeshua) foi gerado e nasceu do ventre virgem de Maria(Miryan)que foi concebida pelo Espírito Santo de DEUS (Mt 2:20-21) e assim foi, para que se cumprisse a palavra de DEUS que foi revelada aos Profetas(Is 7:14-17).Maria era noiva de José(Yosef) que vinha da linhagem de Davi(David)que vinha da tribo de Judá(Y’hudah) (Rt 4:12-22).

Abraão (Avraham) gerou Ismael (Yishma’el) que também de sua descendência  foi gerada uma grande nação(Gn 21:8-21 e Gn 25:12-18) e a Isaque(Yitz’chak) que era o filho da promessa(Gn 18:1-15). Isaque gerou Esaú(‘Esav) e Jacó(Ya’akov) (Gn 25:19-26) que depois, DEUS mudou seu nome para Israel(Yisra’el) (Gn 32:22-32).De Esaú se levantou uma grande nação Edom dos Edomitas(Gn 36:1-43).Jacó teve filhos que mais tarde se tornaria, as doze tribos de Israel.

Os doze filhos de Jacó eram: Rúbem, Simeão, Levi, Judá, Issacar, Zebulom, Dã, Naftali, Gade, Aser, José e Benjamim. Dos filhos de Jacó dois não tiveram herança na terra de Canaã, José(Yosef) porque era governador do Egito(Gn 44:37-57) e no Egito morreu (Gn 50:22-26) e Levi porque foi separado para ser a tribo sacerdotal os Levitas(Nm 3:5-39), Moises(Mosheh) e Arão(Aharon) eram da tribo de Levi (Ex 2:1-2 e 6:14-27) no lugar de José e Levi foram colocados os dois filhos de José, Manasses(M’nasheh) e Efraim(Efrayin).

Antes de morrer, Jacó abençoou cada um de seus filhos. Acerca de Judá, Jacó lhe prometeu que seus irmãos lhe prestariam homenagem, e que o cetro não se arredaria de sua mão, e o legislador não se apartaria de seus pés, predizendo assim o destino da descendência de Judá sobre todo Israel.(Gn 49:8-12)
primeiro livro de Crônicas relata que Judá casou-se com Suá, e teve três filhos: ErOnã e Selá, dos quais Er e Onã vieram a falecer. Mais tarde, Judá teve mais dois filhos com sua nora TamarPerez e Zerá. É dito que, a partir destes descendentes, formou-se a tribo de Judá. Importante ressaltar que o termo judeu origina-se da tribo de Judá, sendo a única tribo de Israel que foi preservada da descaracterização depois da invasão dos assírios. Enquanto as demais tribos foram forçadamente miscigenadas com os povos pagãos, os descendentes de Judá preservaram suas tradições durante o exílio babilônico. Assim, pode-se dizer que nem todos os israelitas primitivos poderiam ser considerados judeus no sentido étnico.

Mateus 1:1-16 traz a genealogia de Jesus através de José, que foi um descendente do rei Davi. Como filho adotivo de José, Jesus se tornou seu herdeiro legal, em termos da herança envolvida. Observe com atenção as palavras usadas no verso 16.

“E Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo”. (Mateus 1:16 RA).

Veja que o formato usado neste verso é diferente do formato usado nos versículos precedentes falando da sucessão dos ancestrais de José. “Abraão gerou a Isaque, Isaque gerou a Jacó, etc.” Não diz que Jacó gerou a Jesus; antes se refere a ele como sendo “marido de Maria, da qual [genitivo feminino] nasceu Jesus”.

Lucas 3:23-38, por outro lado, parece registrar a linha genealógica de Maria, subindo ao longo de várias gerações passando por Abraão, chegando até Adão e o começo da raça humana. Note o verso 23:

“Ora, tinha Jesus cerca de trinta anos ao começar o seu ministério. Era, como se cuidava, filho de José, filho de Eli” (Lucas 3:23 RA).

Esta expressão “como se cuidava” indica que Jesus não era realmente filho biológico de José, mesmo que isso fosse normalmente entendido assim pelas pessoas em geral. Este verso destaca a mãe Maria, que obrigatoriamente foi a única através de quem Jesus pode ter descendido de uma linha de ancestrais. A genealogia de Maria então é listada, começando com Eli, que era na verdade sogro de José, em contradição o próprio pai dele chamado Jacó conforme (Mateus 1:16).
A linhagem de Maria veio a partir Natan, filho de Davi com Bate-seba. Portanto Jesus foi descendente de Davi naturalmente através de Natan e legalmente através de Salomão.
No primeiro versículo, é usada a expressão Filho de Davi, que é um título messiânico. Mais de 400 anos tinham se passado desde as ultimas profecias do AT, Judeus fiéis espalhados pelo mundo esperavam o Messias. Tanto Maria quanto José pertenciam à casa de Davi. As profecias do Antigo Testamento afirmavam que o Messias nasceria de uma mulher (Gn 3:15), da descendência de Abraão (Gn 22:18), pela Tribo de Judá (Gn 49:10) e da família de Davi (2 Sm 7: 12, 13). 

Em Mateus, quatro mulheres são mencionas: Tamar, Raabe, Rute e Bate-Seba (Citada como cuja mãe tinha sido mulher de Urias). Destas pelo menos três eram gentias (Tamar, Raabe e Rute). Isso era fora do costume, talvez tenha feito indicando que Deus não se limita aos israelitas mais a todos os povos.
Mateus subtendeu algumas gerações, (exemplo: Acazias, Joás e Amazias - 2Cr 21.4-26.23) quando no versículo 8 diz que Jorão gerou Uzias, ele estava utilizando gerou no sentido de "foi antepassado de". É provável que tenha feito isso a fim de apresentar um sumário sistemático de três períodos na história de Israel (A Monarquia, o Cativeiro e o Messias), cada um com catorze gerações. O valor numérico das letras em hebraico para "Davi" é igual a catorze. Talvez Mateus tenha usado essa abordagem a fim de ajudar seus leitores a memorizar essa lista complicada. 
Mateus não diz que José gerou Jesus, mas somente que era o marido de Maria e que Jesus nasceu dela, sendo assim juridicamente descendente de Davi. 
A genealogia contada a partir da semente de uma mulher não era comum na época. Alem de trazer diferentes nomes em comparação a Mateus, pode-se olhar esta diferença de maneira profética se olhar para a promessa de Deus quando diz que a semente da mulher esmagaria a cabeça da serpente (Gn 3:15). 
No versículo 23 Lucas nos informa à idade que Jesus começou o seu ministério. Trinta anos, era a idade que o Levita assumia seu ministério (Nm. 4.47), pois acreditavam que com essa idade o homem se tornava maduro. Também é feito referência sobre José não ser o pai físico de Jesus.

Mateus escreveu seu evan­gelho para os judeus e, assim, a genealogia oficial traz em questão as credenciais messiânicas judaicas de Jesus, pois os judeus esperavam que o Messias fosse descendente de Abraão e raiz de Davi. Lucas escreveu seu evangelho para os gregos e, por isso, apresenta Jesus como perfeito, se­gundo a concepção da cultura helênica. O propósito de Mateus é mostrar Jesus como verdadeiro rei, e o de Lucas é mostrá-lo como verdadeiro humano. Mateus apresenta a linhagem legal de Davi e Lucas a linhagem natural. Tanto José quanto Maria, os pais terrenos de Jesus, eram descendentes de Jessé. Podemos apontar a genealogia de Lucas como sendo de descendentes familiares de Maria e a de Mateus, de José. Esta pode ser uma explicação, pois na cultu­ra judaica o homem, através de seu comprometimento com uma mulher, era tido como filho de seu sogro. Assim, embora Maria não seja citada, ela é, no entanto, re­presentada por seu marido.

Isso é de se esperar, já que são duas linhas diferentes de an­cestrais, uma através de seu pai legal, José, e outra através de sua mãe de fato, Maria. Mateus apresenta-nos a linha oficial, já que seu propó­sito é mostrar as credenciais messiânicas judaicas de Jesus, que reque­riam que o Messias viesse da semente de Abraão e da linhagem de Davi (Mt 1:1). Lucas, tendo em vista um público grego bem mais amplo, dirige-se para o interesse grego de ver Jesus como o homem perfeito (que era o que buscava o pensamento grego). Assim, ele traça a linha genealógica de Jesus até o primeiro homem, Adão (Lc  3:38).

Há várias razões para que Mateus apresente a genealogia paterna de Jesus, e Lucas, a materna. Primeiramente, mesmo que as duas linhas vão de Jesus a Davi, cada uma delas o faz através de um filho diferente de Davi. Mateus inicia com José (pai de Jesus segundo a lei) e vai até o rei Salomão, filho de Davi, de quem Cristo por direito herdou o trono de Davi( 2 Sm 7-12).

O propósito de Lucas, por outro lado, é mostrar Cristo como verda­deiramente humano. Então ele vai de Cristo a Natã, filho de Davi, se­guindo a genealogia de Maria, sua mãe de fato, pela qual Jesus pode de­clarar ser perfeitamente humano e o redentor da humanidade.

Lucas não diz que está traçando a genealogia de Jesus a partir de José. Antes, ele observa que Jesus, "como se cuidava" era "filho de José", quando de fato ele era filho de Maria. Também o fato de Lucas re­gistrar a genealogia pela linha de Maria vinha bem ao encontro de seu interesse, como médico, por mulheres e nascimentos, o que se vê inclu­sive por sua ênfase em mulheres no seu Evangelho, que tem sido cha­mado de "o Evangelho para as mulheres".

Finalmente, o fato de terem as duas genealogias alguns nomes em comum (tais como Salatiel e Zorobabel, Mt 1:12; Lc 3:27) não prova que são a mesma genealogia por duas razões. Primeiro, esses não são nomes incomuns. Segundo, até na própria genealogia (na de Lucas) há uma repetição dos nomes de José e Judá (Lc 3:26, 30).

Essa é a genealogia de Jesus Cristo, Filho de DEUS nosso SENHOR.



segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Personagens da Bíblia

Personagens da Bíblia


Personagens principais do Antigo Testamento

Relação das 40 principais personagens cuja história combinada forma a história do Antigo Testamento.
Vemos que em Gênesis, encontram-se as primeiras oito personagens desta lista.

01. Deus
11. Arão
21. Samuel
31. Isaías
02. satanás
12. Calebe
22. Saul
32. Jeremias
03. Adão
13. Josué
23. Davi
33. Ezequiel
04. Noé
14. Otniel
24. Salomão
34. Daniel
05. Abraão
15. Débora
25. Elias
35. Nabucodonosor
06. Isaque
16. Baraque
26. Eliseu
36. Ciro
07. Jacó
17. Gideão
27. Acabe
37. Zorobabel
08. José
18. Jefté
28. Josafá
38. Esdras
09. Faraó
19. Sansão
29. Ezequias
39. Neemias
10. Moisés
20 Rute
30. Josias
40. Ester

Juízes       Rei de Israel       Reis de Judá       Profetas
  
Personagens principais do Novo Testamento

1. João Batista
10. Mateus, o publicado (ou Levi)
2. Jesus Cristo
11. Tiago (filho de Alfeu)
3. Simão Pedro
12. Judas Tadeu
4. André
13. Simão, o Zelote
5. João (filho de Zebedeu)
14. Judas Iscariotes
6. Tiago (filho de Zebedeu)
15. Estevão
7. Filipe
16. Filipe
8. Bartolomeu
17. Paulo
9. Tomé
18. Tiago (irmão de Jesus Cristo)

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Personagens Bíblicos: Elias


ELIAS

O simples compromisso de Elias com Deus nos choca e nos desafia. Ele foi enviado para confrontar e não confortar, e transmitiu a mensagem do Senhor a um rei que, frequentemente, rejeitava sua mensagem, só porque ele a trazia.

Pontos fortes e êxitos
  • Foi o mais famoso e dramático profeta de Israel.
  • Predisse o início e o fim da seca de três anos e meio.
  • Foi usado por Deus para ressuscitar uma criança.
  • Representou Deus em uma demonstração contra os sacerdotes de Baal e Asera.
  • Apareceu com Moisés e Jesus no episódio da transfiguração no Novo Testamento.

 Fraquezas e erros: 
  • Escolheu trabalhar sozinho e pagou por isso com isolamento e a solidão.
  • Fugiu com medo de Jezabel quando esta ameaçou sua vida.

Lições de vida:
  • Nunca estamos mais próximos da derrota do que nos momentos de maior vitória.
  • Nunca estamos tão sós quanto podemos pensar ou nos sentir; Deus está sempre presente em nossas vidas.
  • Deus fala frequentemente com sussurros persistentes do que com gritos.

Informações essenciais:

Local: Gileade
Ocupação: Profeta
Contemporâneos: Acabe, Jezabel, Acazias, Obadias, Jéu e Hazael.

Versículos-chave: “Sucedeu que, no momento de ser oferecido o sacrifício da tarde, o profeta Elias se aproximou, e disse: Ó Senhor Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, manifeste-se hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, e que conforme a tua palavra fiz todas estas coisas. Responde-me, Senhor, responde-me, para que este povo conheça que tu és o Senhor Deus, e que tu fizeste voltar o seu coração. Então caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego” (1 Reis 18.36-38).

A história de Elias encontra-se em 1 Reis 17.1−2 Reis 2.11. Ele também é mencionado em 2 Crônicas 21.12-15; Malaquias 4.5-6; Mateus 11.14; 16.14; 17.3-17; 27.47-49; Lucas 1.17; 4.25-26; João 1.19-25; Romanos 11.2-4; Tiago 5.17-18.

domingo, 25 de agosto de 2013

O Pecado para a Morte e a Blasfêmia contra o Espírito Santo



Não são poucos os pregadores  que ameaçam os críticos das atuais "manifestações espirituais" de cometerem o pecado sem perdão, a blasfêmia contra o Espírito Santo. Mas, será? O pecado para a morte é mencionado por João em sua primeira carta: 

"Há pecado para morte, e por esse não digo que rogue (5.16c)".

A morte a que João se refere é a morte espiritual eterna, a condenação final e irrevogável determinada por Deus, tendo como castigo o sofrimento eterno no inferno. Todos os demais pecados podem ser perdoados, mas o “pecado para morte” acarreta de forma inexorável a condenação eterna de quem o comete, a ponto do apóstolo dizer: "e por esse não digo que rogue". E o apóstolo continua:

"Toda injustiça é pecado, e há pecado não para a morte (5.17; cf. 3.4)".

João não está sugerindo que a distinção entre pecado mortal e pecado não mortal implique na existência de pecados que não sejam tão graves assim. Todo pecado é contra o Deus justo, contra a sua justiça. Portanto, todo pecado traz a morte, que é a penalidade imposta por Deus contra o pecado. Mas, para que seus leitores não fiquem aterrorizados, João repete: há pecado não para morte (5.17b). Nem todo pecado é o pecado mortal. Há perdão e vida para os que não pecam para a morte. O Senhor mesmo convida seu povo a buscar o perdão que ele concede (Is 1.18).

O que, então, é o pecado para a morte? O apóstolo João não declara explicitamente a que tipo de pecado se refere. Através dos séculos, estudiosos cristãos têm procurado responder a esta pergunta. Alguns têm entendido que João se refere à morte física, e têm sugerido que se trata de pecados que eram punidos com a pena de morte conforme está no Antigo Testamento (Lv 20.1-27; Nm 18.22). Não adiantaria orar pelos que cometeram pecados punidos com a morte, pois seriam executados de qualquer forma pela autoridade civil. Ou então, trata-se de pecados que o próprio Deus puniria com a morte aqui neste mundo, como ele fez com os filhos de Eli (2Sm 2.25), com Ananias e Safira (At 5.1-11) e com alguns membros da igreja de Corinto que profanavam a Ceia (1Co 11.30; cf. Rm 1.32).

A Igreja Católica fez uma classificação de pecados veniais e pecados mortais, incluindo nos últimos os famosos sete pecados capitais, como assassinato, adultério, glutonaria, mentira, blasfêmia, idolatria, entre outros. Este tipo de classificação é totalmente arbitrário e não tem apoio nas Escrituras.

A interpretação que nos parece mais correta é que João está se referindo à apostasia, que no contexto de seus leitores, significaria abandonar a doutrina apostólica que tinham ouvido e recebido e seguir o ensinamento dos falsos mestres, que negava a encarnação e a divindade do Senhor Jesus. “Pode-se inferir do contexto que este pecado não é uma queda parcial ou a transgressão de um determinado mandamento, mas apostasia, pela qual as pessoas se alienam completamente de Deus” (Calvino).

Trata-se, portanto, de um pecado doutrinário, cometido de forma voluntária e consciente, similar ao pecado de blasfêmia contra o Espírito Santo, cometido pelos fariseus, e que o Senhor Jesus declarou que não haveria de ter perdão nem aqui nem no mundo vindouro (cf. Mt 12.32; Mc 3.29; Lc 12.10). Em ambos os casos, há uma rejeição consciente e voluntária da verdade que foi claramente exposta.

No caso dos leitores de João, a apostasia seria mais profunda, pois teriam participado das igrejas cristãs, como se fossem cristãos, participado das ordenanças do batismo e da Ceia, participado dos meios de graça. À semelhança dos falsos mestres que também, antes, tinham sido membros das igrejas, apostatar seria sair delas (2.19), e se juntar aos pregadores gnósticos e abraçar a doutrina deles, que consistia numa negação de Cristo.

Tal pecado era “para a morte” por sua própria natureza, que é a rejeição final e decidida daquele único que pode salvar, Jesus Cristo. “Este pecado leva quem o comete inexoravelmente a um estado de incorrigível embotamento moral e espiritual, porque pecou voluntariamente contra a própria consciência” (J. Stott).

É provavelmente sobre pessoas que apostataram desta forma que o autor de Hebreus escreveu, dizendo que “é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia” (Hb 6.4-6). Ele descreve essa situação como sendo um viver deliberado no pecado após o recebimento do pleno conhecimento da verdade. Neste caso, “já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários” (Hb 10.26-27). Este pecado é descrito como calcar aos pés o Filho de Deus, profanar o sangue da aliança com que foi santificado e ultrajar o Espírito da graça (Hb 10.29), uma linguagem que claramente aponta para a blasfêmia contra o Espírito e a negação de Jesus como Senhor e Cristo (ver também 2Pd 2.20-22, onde o apóstolo Pedro se refere aos falsos mestres).

Não é sem razão que o apóstolo João desaconselha pedirmos por quem pecou dessa forma.

Alguém pode perguntar se Deus fecharia a porta do perdão se pessoas que pecaram para a morte se arrependessem. Tais pessoas, porém, não poderão se arrepender. Elas não o desejam. E além disto, o Senhor determinou sua condenação, a ponto de João não aconselhar que oremos por elas. “Tais pessoas foram entregues a um estado mental reprovável, estão destituída do Espírito Santo, e não podem fazer outra coisa senão, com suas mentes obstinadas, se tornarem piores e piores, acrescentando mais pecado ao seu pecado” (Calvino).

Notemos que nestes versículos João não chama de “irmão” aquele que peca para a morte. Apenas declara que há pecado para a morte e que não recomenda orar pelos que o cometem. É evidente que os nascidos de Deus jamais poderão cometer este pecado.

Portanto, não se impressione com as ameaças de pastores do tipo "você está blasfemando contra o Espírito Santo" se o que você estiver fazendo é simplesmente perguntando qual a base bíblica para cair no Espírito, rir no Espírito, a unção da leoa, e outras "manifestações" atribuídas ao Espírito Santo.

 Por: 



domingo, 18 de agosto de 2013

Pastores da Igreja Pingo D’Água são jovens, falam gírias, têm piercings e pregam até em rampas de skate



O encontro deles sempre começa com um bate-papo de “irmão”. Ou de “brother”, “velho”, e até de “rapá”, a critério dos pastores da Igreja Evangélica Pingo D’Água, com sede no conjunto habitacional Cesarão, em Santa Cruz. Só depois dos cumprimentos iniciais, cheios de gírias, é que os religiosos ensinam a principal palavra da noite, a de Deus. Nas reuniões à beira de pistas de skate do bairro e de Realengo, pregam para punks e hippies.
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Foto: Freelancer / Agência O Globo
Foto: Alexandro Auler / Extra
— No início, alguns jovens ficam meio desconfiados, até com um certo preconceito, porque não usamos terno e gravata. Isso é quebrado quando nos veem falando de Deus como nas outras igrejas. Só que de uma forma mais livre — observa o guitarrista da banda Pingo D’Água, Vitor Gabriel, que é missionário e prega na praça do Marco Onze, em Santa Cruz.
Aos 28 anos, o ex-roqueiro prepara-se para a cerimônia em que será consagrado pastor oficial da igreja. E isso desde que chegou lá, há quatro anos, mostrando vocação ao orientar o público a respeitar pai e mãe e autoridades, como guardas de trânsito.
— Deixei minha casa, minha TV, meu computador e vim morar numa barraca aqui. Estava em depressão, bebia e tive contato com drogas — diz.
Vitor chegou com o necessário: o colchão de solteiro e a mala de roupas, que arrumou na barraca armada no descampado da sede da igreja. Lá casou-se e construiu uma casa.
Foto: Alexandro Auler / Extra
Igreja foi fundada há 9 anos
Com A de amor, P de perdão e O de obediência, o pastor Valmar Neves, de 39 anos, batizou a igreja de Pingo D’Água há nove anos. Fruto do trabalho social com moradores e menores de rua que ele, surfista e skatista, fazia em igrejas como a da pastora Baby do Brasil (sim, ela mesma).
— Pastor Valmar ia criar uma ONG, mas Deus falou para ele fundar a igreja, que é alternativa porque há uma multiforma de culturas — conta Alexander da Silva, o primeiro pastor formado lá, há oito anos.
Sem o curso de Teologia ou algo parecido para o posto de pastor, os líderes fazem treinamentos práticos e com o estudo da palavra de Deus, cada um no seu tempo, segundo conta Alexander.
E o do grafiteiro Tiago da Soledade, o Cety, foi de três anos. Aos 30, ele estuda a Bíblia, com seguidores, sentado no chão das praças de Realengo.
— Não sonhava com isso. Foi acontecendo, as pessoas me reconheciam como pastor antes da minha ordenação — conta.
Integrantesda Igreja Gota Dagua na comunidade do Cesarião em Santa Cruz.
Integrantesda Igreja Gota Dagua na comunidade do Cesarião em Santa Cruz. Foto: Alexandro Auler / Extra
Estudo da Bíblia com muito reggae e rock
Os fiéis da Pingo D’Água, com seis unidades no Brasil, são “tradicionalistas” como os pastores da igreja, 12 deles no Rio. Nos cultos das praças ou no da sede, onde moram dez cristãos, estão sempre vestidos como manda o figurino. Pastor Tiago, com seu black power, chega de bermuda e camiseta. Vitor, com dez tatuagens, o alargador na orelha e o piercing no nariz. Faixa roxa de jiu-jítsu, pastor Jefferson Nunes, de 24 anos, usa até chinelos.
— Venho pregar assim. Não tem grilo — conta.
O estudo da Bíblia com o público é recheado de canções de reggae, rock e pop. Todas gospel. Muitas vezes executadas pela banda Pingo D’Água, que fez sucesso no meio gospel com o samba “O diabo é maconheiro”. Uma palhinha: “E o inferno é um gigantesco bagulho. E a erva quem é? É você, mané”, diz a letra.
— Pregamos em outro templo que a igreja dos dias de hoje precisa acordar para o povo. E tocamos. O pastor de lá pegou o microfone, nos esculachou e criticou as tatuagens — lamenta pastor Daniel Montenegro, de 27 anos.
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