sexta-feira, 28 de junho de 2013

Estudo Bíblico: Apocalipse completo.

O livro do Apocalipse ("O livro da revelação" ) e também chamado de Apocalipse de João,e o último da seleção do Cânon bíblico, e que foi escrito pelo Apóstolo João. A palavra apocalipse, do grego αποκάλυψις, apokálypsis, significa "revelação", formada por "apo", tirado de, e "kalumna", véu. Um "apocalipse", na terminologia do judaísmo e do cristianismo, é a revelação divina de coisas que até então permaneciam secretas a um profeta escolhido por Deus. Por extensão, passou-se a designar de "apocalipse" aos relatos escritos dessas revelações. Devido ao fato de, na maioria das bíblias em língua portuguesa se usar o título Apocalipse e não Revelação, até o significado da palavra ficou obscuro, sendo às vezes usado como sinônimo de "fim do mundo".
O título do livro pode sugerir "A Revelação de Jesus Cristo", sendo a ideia básica de que os eventos descritos no livro foram revelados a Jesus Cristo, e este mostrou a seus servos, há mais de 2000 anos atrás ou mais de 20 séculos atrás, as coisas que aconteceriam, em breve.João, o escritor do livro, não é seu autor, apenas o escriba, que escreveu o livro ditado pelo autor, Jesus.Por duas vezes, João relata que o conteúdo do livro foi revelado através de anjos.
Neste livro da Bíblia, conta-se que antes da batalha final, os exércitos se reúnem na planície abaixo de "Har Meggido" (a colina de Meggido). Entretanto, a tradução foi mal-feita e Har Meggido foi erroneamente traduzido para Armagedom, fazendo os exércitos se reunirem na planície antes do Armagedom, a batalha final.
O livro possui a previsão dos últimos acontecimentos antes, durante e após o retorno do Messias de Deus. A interpretação, feita por protestantes e católicos, é dividida em três grupos: preterista (as revelações ocorreram no passado),historicista (a ocorrência das revelações se dá com o passar da história) e futurista (as revelações ocorrerão no futuro).
A literatura apocalíptica tem uma importância considerável na história da tradição judaico-cristã-islâmica, ao veicular crenças como a ressurreição dos mortos, o dia do Juízo Final, o céu, o inferno e outras que são ali referidas de forma mais ou menos explícita.
Uma vez que o livro é escrito em linguagem simbólica, profética, dá margem a inúmeras interpretações pelos diversos segmentos cristãos.
No entendimento simbólico dizem basicamente que se referem às perseguições que os cristãos sofreram dos romanos e sofreriam ao longo da história. Segundo este entendimento, João utilizava simbologia para detalhar o sofrimento que estavam passando, e utilizava esse meio para falar com outros cristãos e dificultar assim o entendimento por parte de seus opressores
Na profética, segundo uma teologia comum das igrejas protestantes, João teria recebido visões através de Jesus Cristo por meio de um anjo, que mostrou-lhe o que aconteceria durante o período da presente dispensação (até o fim do mundo). De entre estes acontecimentos está o mais famoso que é o Juízo Final, que seria o resultado (eterno) do acatamento ou não dos apelos do Novo Testamento que são:
  1. Voltar-se para Deus.
  2. Arrependimento dos pecados.
  3. Aceitação de Jesus Cristo como Messias.
  4. Batismo nas águas.
Dividindo então a humanidade entre os santos (aqueles que aceitaram) e os pecadores que se negaram a ouvir os apelos e mudar de atitude.
Segundo a visão profética, o "Juízo Final" trará o céu eterno para os santos e o inferno eterno para os pecadores.
Ainda segundo o entendimento profético do livro, temos a seguinte linha escatológica:
  1. Carta às igrejas.
  2. Princípio das dores (pequenas catástrofes).
  3. Abertura dos selos (Cavaleiros do Apocalipse, clamor dos mártires, grande terremoto e abalos celestes).
  4. Governo do Anticristo por 7 anos, (Sinal da Besta, Paz, Guerras).
  5. Anjos derramam taças sobre a Terra, que significa a ira de Deus em 7 etapas, (Fome, Pestes, Terremotos, Maremotos, etc.).
  6. Volta de Jesus Cristo e da igreja a Terra.
  7. Governo Milenar de Jesus Cristo.
  8. Juízo Final
  9. Novo céu e nova terra  
O sinal ou marca da besta é alvo de diversas interpretações. Existem aqueles que dizem que o sinal será literalmente posto na mão direita ou na testa, e acusam o Verichip de ser esse sinal. Outros preferem uma visão mais simbólica e interpretam que o sinal da besta na mão direita ou na testa significaria respectivamente atitudes e pensamentos segundo as intenções da besta, e contrários a Deus.

Um exemplo de tal interpretação tem os adventistas, que crêem que se pode identificar o sinal da Besta identificando qual o sinal contrário, isto é, o "sinal de Deus", que eles crêem ser a observância do sábado. Neste caso, para eles, a marca da besta seria a observância do domingo, reconhecido como dia do Senhor tanto por católicos como por protestantes.
Porém correntes atuais ponderam que o sinal da Besta nada mais é que algo compreensível, que quem recebê-lo saberá exatamente o que está fazendo, pois a expressão "é número de homem" remete a algo comum, notório para todos, pois até mesmo pessoas iletradas reconhecem números com facilidade, ao contrário da corrente que há alguns anos acusava o código de barras e agora o Verichip. Existe também a possibilidade de ser um número bem no centro da testa escrito 666 (seiscentos e sessenta e seis).



terça-feira, 25 de junho de 2013

A Epístola de Tiago:Um comentário de Levítico 19.


E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos.
Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural;
Porque se contempla a si mesmo, e vai-se, e logo se esquece de como era.
Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito. 
Tiago 1:22-25



Como diferenciar a fé verdadeira de uma fé falsa e morta? A objetivo da epístola de Tiago é responder essa pergunta. Ele começa a responder já no primeiro capítulo da carta. A fé verdadeira é a do homem que “atenta bem para a Lei perfeita da liberdade e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra”. A fé falsa é o contrário, é “sem obras” e, portanto, “é morta” (Tg 2:26). Para deixar claro o que isso significa, Tiago passa o resto da epístola comentando os mandamentos da Lei contidos em Levítico 19.

A LEI PERFEITA DA LIBERDADE

“Abre tu os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua Lei… Assim observarei de continuo a tua Lei para sempre e eternamente. E andarei em liberdade; pois busco os teus preceitos”. (Salmos 119:18,44-45)

Para andar em liberdade é preciso buscar os preceitos da Lei de Deus. O homem livre é aquele que teve seus olhos abertos para contemplar as maravilhas da Lei e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, como diz Tiago. Isso já era algo muito claro desde que Moisés revelou a Lei:

“Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim”. (Êxodo 20:1-3)

Deus deu a Lei ao Seu povo imediatamente depois de libertá-los da escravidão do Egito porque Ele queria que Seu povo fosse livre e a Lei de Deus é a Lei perfeita da liberdade.

ACEPÇÃO DE PESSOAS

“Meus irmãos, não tenhais a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas. Porque, se entrar na vossa reunião algum homem com anel de ouro no dedo e com traje esplêndido, e entrar também algum pobre com traje sórdido e atentardes para o que vem com traje esplêndido e lhe disserdes: Senta-te aqui num lugar de honra; e disserdes ao pobre: Fica em pé, ou senta-te abaixo do escabelo dos meus pés, não fazeis, porventura, distinção entre vós mesmos e não vos tornais juízes movidos de maus pensamentos?” (Tiago 2:1-4)

Aqui Tiago falou contra o pecado da acepção de pessoas. Fazer acepção de pessoas significa menosprezar as pessoas com base na etnia, na situação econômica ou no status social. Tiago reclamou especificamente daqueles que menosprezam os pobres na igreja. Sua crítica se baseia em Levítico 19:

“Não farás injustiça no juízo; não farás acepção da pessoa do pobre, nem honrarás o poderoso; mas com justiça julgarás o teu próximo”. (Levítico 19:15)

Em seguida, Tiago mostra que o mandamento de não fazer acepção de pessoas é uma extensão do mandamento de amar o próximo:

“Todavia, se estais cumprindo a lei real segundo a escritura: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo, fazeis bem. Mas se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, sendo por isso condenados pela Lei como transgressores“. (Tiago 2:8-9)

De que “escritura” Tiago está falando? Isso é uma citação direta de Levítico 19, que logo depois de proibir a acepção de pessoas, manda amar o próximo:

“Não odiarás a teu irmão no teu coração; não deixarás de repreender o teu próximo, e não levarás sobre ti pecado por causa dele. Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor”. (Levítico 19:17-18)

OS MEXERIQUEIROS

“Todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, esse é homem perfeito, e capaz de refrear também todo o corpo. Ora, se pomos freios na boca dos cavalos, para que nos obedeçam, então conseguimos dirigir todo o seu corpo. Vede também os navios que, embora tão grandes e levados por impetuosos ventos, com um pequenino leme se voltam para onde quer o impulso do timoneiro. Assim também a língua é um pequeno membro, e se gaba de grandes coisas. Vede quão grande bosque um tão pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo; sim, a língua, qual mundo de iniquidade, colocada entre os nossos membros, contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, sendo por sua vez inflamada pelo inferno. Pois toda espécie tanto de feras, como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se doma, e tem sido domada pelo gênero humano, mas a língua, nenhum homem a pode domar. É um mal irrefreável; está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca procede bênção e maldição. Não convém, meus irmãos, que se faça assim”. (Tiago 3:2-10)

Aqui Tiago falou do problema da língua. Isso também tem é um problema do qual Levítico 19 trata:

“Não amaldiçoarás ao surdo, nem porás tropeço diante do cego; mas temerás o teu Deus. Eu sou o SENHOR”. (Levítico 19:14)

“Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo”. (Levítico 19:16)

Assim como Tiago, Provérbios também associa o mexeriqueiro com o fogo:

“Como o carvão para as brasas, e a lenha para o fogo, assim é o mexeriqueiro para acender rixas”. (Provérbios 26:21)

No capítulo 4, Tiago repete o mesmo:

“Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da Lei, e julga a Lei; e, se tu julgas a Lei, já não és observador da Lei, mas juiz“. (Tiago 4:11)

A PAGA DO JORNALEIRO

“Eia, pois, agora vós, ricos, chorai e pranteai, por vossas misérias, que sobre vós hão de vir. As vossas riquezas estão apodrecidas, e as vossas vestes estão comidas de traça. O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram; e a sua ferrugem dará testemunho contra vós, e comerá como fogo a vossa carne. Entesourastes para os últimos dias. Eis que o jornal dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras, e que por vós foi diminuído, clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos Exércitos“. (Tiago 5:1-4)

Aqui Tiago falou dos ricos que exploravam os empregados, não lhes pagando o devido salário. Levítico diz:

“Não oprimirás o teu próximo, nem o roubarás; a paga do jornaleiro não ficará contigo até pela manhã”. (Levítico 19:13)

Tiago se refere aos clamores dos que ceifaram entrando nos ouvidos do Senhor dos Exércitos. Isso tem origem em uma passagem de Êxodo que, como Levítico 19:13, também fala contra a exploração:

“Ao estrangeiro não maltratarás, nem o oprimirás; pois vós fostes estrangeiros na terra do Egito. A nenhuma viúva nem órfão afligireis. Se de algum modo os afligirdes, e eles clamarem a mim, eu certamente ouvirei o seu clamor; e a minha ira se acenderá, e vos matarei à espada; vossas mulheres ficarão viúvas, e vossos filhos órfãos”. (Êxodo 22:21-24)

É exatamente isso que havia acontecido na libertação do povo de Israel da exploração do Egito:

“Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus. Então disse o Senhor: Com efeito tenho visto a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheço os seus sofrimentos; e desci para o livrar da mão dos egípcios, e para o fazer subir daquela terra para uma terra boa e espaçosa, para uma terra que mana leite e mel; para o lugar do cananeu, do heteu, do amorreu, do perizeu, do heveu e do jebuseu”.(Êxodo 3:6-8)

NÃO DEIXARÁS DE REPREENDER O TEU PRÓXIMO

“Irmãos, se algum dentre vós se tem desviado da verdade, e alguém o converter, saiba que aquele que fizer converter do erro do seu caminho um pecador, salvará da morte uma alma, e cobrirá uma multidão de pecados”. (Tiago 5:19-20)

Aqui Tiago fala sobre a necessidade de repreender nosso próximo quando ele tiver “desviado da verdade”. Isso também tem origem em Levítico 19:

“Não odiarás a teu irmão no teu coração; não deixarás de repreender o teu próximo, e não levarás sobre ti pecado por causa dele”. (Levítico 19:17)

Por:Hebreu Messiânico

domingo, 23 de junho de 2013

Explicando as parábolas de Jesus: Os dois alicerces


Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha;
E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.
E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia;
E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda. 
Mateus 7:24-27 


Jesus conta a história de dois homens, um prudente e outro insensato. Ambos edificaram suas casas, porém, cada um deles edificou de uma forma, em um fundamento diferente. Um deles construiu os alicerces de sua casa sobre uma rocha, enquanto o outro construiu na areia. Jesus evidencia a diferença das duas construções, comparando-as com aqueles que ouvem e praticam a Sua palavra e os que fazem o contrário.

ENSINOS DA PARÁBOLA
Todos podem construir. A parábola deixa claro que todos têm possibilidades de construir coisas aqui nessa terra. Insensatos e prudentes fazem suas construções. Alguns, sabiamente, constroem sobre o fundamento da vontade de Deus. Esse têm suas “casas” construídas em um alicerce forte e resistente. Outros, insensatamente, constroem sobre um fundamento que não agrada a Deus. Esses têm suas “casas” construídas em um alicerce que não aguenta uma misera mudança climática sem ficar em pedaços.
A forma como construímos nossa “casa” determinará o futuro dela. O texto deixa claro que a forma como é feita uma construção atua com forte impacto no futuro dela. A casa construída sobre os fundamentos corretos enfrentará chuvas, transbordamento de rios, fortes ventos, mas permanecerá firme, protegendo quem está dentro dela. Já a casa construída sobre fundamentos incorretos tem sua destruição certa, pois não aguentará a força da natureza contra ela, sendo ruína para quem mora nela e ela própria sofrerá grande destruição.
Ouvir e praticar a palavra de Deus é o alicerce que fortalece contra as intempéries da vida. Jesus trabalha nessa parábola sobre o grande poder da Palavra de Deus. Alguém que ouve e coloca a palavra do Senhor em prática é comparado a alguém prudente, alguém que consegue resistir às condições mais adversas da vida e permanecer firme, pois seu alicerce está no lugar certo, sendo suficientemente forte e resistente.
A nossa “casa” precisará passar pela prova. Tanto a casa construída pelo prudente quanto a construída pelo insensato, tiveram de passar pelas provas. Isso nos indica que todos nós passaremos por problemas, por provações, que virão se chocar contra a “casa” que construímos. Se ela ficará de pé ou não, se será aprovada ou não, dependerá dos alicerces em que lançamos a nossa construção.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

O Livro Sexual de Cantares



O propósito do livro de Cantares de Salomão:

Ele foi escrito aproximadamente em 960 a.C. por Salomão. O título pode ser traduzido literalmente por “Cântico dos Cânticos” que significa o Maior Cântico. Esse livro faz parte dos livros considerados “Escritos Sagrados” dos judeus e era lido sempre na festa da Páscoa.

O livro de Cantares é cheio de metáforas sexuais. Infelizmente já no primeiro século os judeus começaram a alegorizá-lo como sendo uma referência ao amor de Yahweh por Israel. No mesmo caminho seguiram os primeiros cristãos, que sem perder tempo deram a ele um caráter pedagógico. O livro seria uma referência ao amor de Cristo pela Igreja. Será?


As metáforas sexuais são inúmeras no livro, mas há uma que me chama atenção. Trata-se do texto de Ct 5,4:
O meu amado pôs a mão por uma abertura da tranca; meu coração começou a palpitar por causa dele” (NVI).
O meu amado meteu a mão por uma fresta, e o meu coração se comoveu por amor dele (JFA).
A NVI acrescenta a expressão “da tranca” ao texto original. Mas como você pode ver, no texto hebraico original ela não existe (veja a figura acima). Esta versão também substituiu um intestino gemendo, por um coração palpitando. Eu diria que ficou mais poético.





A JFA, por outro lado, não explica que fresta é esta. O texto parece ter menos sentido, apesar disso é mais fiel ao original. A fim de adequar o versículo à nossa cultura, esta versão também substitui a palavra intestino (órgão ligado aos sentimentos na cultura semita) pela palavra coração. Na NVI o coração palpita, na JFA o coração se comove. Como sempre, a JFA é mais formal.


Permanece a dúvida, por que Sulamita ficou tão excitada (sim, excitada!) com o simples fato de o seu amado ter posto a mão numa fresta? E que fresta é esta?


Sei que corro o risco de ser chamado de “malicioso” ou de termos piores, mas a grande verdade é que a palavra yad, traduzida por “mão” no texto, também pode ser traduzida por “pênis”, como ocorre, por exemplo, em Is 57,8.10.


Bem, caso tenha sido esta a intenção do autor, o versículo teria um duplo sentido. Sulamita estaria ansiosa pela chegada do seu amado (que anuncia sua presença pondo a mão na abertura da porta) e excitada por seu toque.



O LIVRO DE CANTARES


Cantares é uma canção de amor que honra o matrimônio. As alusões mais explícitas sobre sexo na Bíblia podem ser encontradas neste livro, que, muitas vezes, tem sido criticado por causa da linguagem sensual empregada pelo escritor. Contudo, a pureza e a santidade do amor representado nele são muito necessárias nos dias de hoje, nos quais o amor, o sexo e o casamento são banalizados. Deus criou o sexo e a intimidade; mas para serem desfrutados dentro do casamento. Um marido e uma esposa honram a Deus quando se amam e desfrutam um do outro.


AME E SEJA FELIZ


Beije-me ele com os beijos da sua boca; porque melhor é o seu amor do que o vinho.
Cantares 1. 2

Deixo para você, leitor, a decisão para esta inquietante questão!


Por:Hebreu Messiânico

terça-feira, 18 de junho de 2013

Estudo Bíblico do Livro de Daniel apostilado(download)


O livro de Daniel é incomparável, não somente porque revela alguns dos temas de profecia mais
importantes, mas também por causa de sua estrutura. Os primeiros seis capítulos de Daniel
contêm histórias de fé contadas de um modo que impressiona até mesmo crianças pequenas,
mas têm aplicações práticas que inspiram os cristãos amadurecidos. Os últimos seis capítulos, contudo,
desafiam até mesmo o estudante avançado da Bíblia por causa do estilo apocalíptico no qual é escrito.
Daniel tem estado sob ataque talvez mais do que qualquer outro livro de profecia. Teólogos liberais
negam sua integridade e declaram que o livro é uma espalhafatosa falsificação. Por outro lado, muitos
teólogos “fundamentalistas” têm torcido a mensagem do contexto e têm permitido que suas
imaginações se desgovernem, de modo a dar explicações pré-milenaristas às partes apocalípticas
figurativas.
Em vista destas controvérsias sobre Daniel, precisamos ser cautelosos para que não insiramos idéias
preconcebidas em sua mensagem. Primeiro, aprendamos sua ambientação histórica, e então
certifiquemo-nos de que a interpretação aceita para as passagens difíceis siga as regras básicas do
estudo da Bíblia. A interpretação precisa concordar em contexto com o próprio livro; e Ela precisa
ser consistente com tudo o mais que a Bíblia diz sobre o assunto.

Contexto Histórico do Livro de Daniel


O Livro de Daniel contém um registo de certos incidentes históricos da vida de Daniel e de seus três amigos, judeus deportados que estavam ao serviço do governo de Babilônia, e o registro de um sonho profético do rei Nabucodonosor, interpretado por Daniel, juntamente com o registro de visões recebidas pelo mesmo profeta. Mesmo o livro sendo escrito na Babilônia durante o cativeiro, e pouco depois dele, não tinha o propósito de proporcionar uma história do desterro dos judeus nem uma biografia de Daniel. O livro relata as vicissitudes principais da vida do estadista-profeta e de seus colegas, e foi compilado com fins específicos.
Antes de mais nada Daniel apresenta uma breve informação a respeito da razão pela qual ele se achava ao serviço do rei de Babilônia (Daniel 1). Depois de terem sido levados para Babilônia no primeiro cativeiro no ano 605 a.C., durante a primeira campanha do rei Nabucodonosor contra Síria, Daniel e outros príncipes de sangue real foram escolhidos para serem preparados para o serviço governamental. Os primeiros 19 anos da estada de Daniel em Babilônia foram os últimos anos da existência do reino de Judá, ainda que estava subjugado por Babilônia. A inútil política anti-babilônica dos últimos reis de Judá atraiu catástrofe atrás de catástrofe sobre a nação judia.

A organização do livro.


O livro se divide em duas partes fáceis de distinguir. A primeira (Capítulos 1 a 6) é principalmente histórica. A segunda (Capítulos 7 a 12) tem um cunho profético. Apesar disto o livro constitui uma unidade literária. Para defender tal unidade podem apresentar-se os seguintes argumentos:
As diferentes partes do livro estão mutuamente relacionadas entre si. Se poderá compreender o uso dos copos do templo no banquete de Belsasar se for levado em conta como chegaram a Babilônia (Daniel 5:3; 1:1-2). No verso 3:12 se faz referência a uma medida administrativa de Nabucodonosor que se descreve no verso 2:49. No verso 9:21 se faz referência a uma visão prévia (Daniel 8:15-16).
A parte histórica contém uma profecia (Daniel 2) estreitamente relacionada com o tema das profecias que se encontram na última parte do livro (Daniel 7 a 12). O capítulo 7 amplia o tema tratado no capítulo 2. Há também uma relação evidente entre elementos históricos e proféticos. A seção histórica (Daniel 1 a 6) constitui uma narração do trato de Deus com uma nação, Babilônia, e o papel desta no plano divino. Este relato tem o propósito de ilustrar a forma em que Deus trata a todas as nações. A semelhança do que ocorreu com Babilônia, cada um dos impérios mundiais sucessivos que se descrevem graficamente na parte profética do livro, recebeu uma oportunidade de conhecer a vontade divina e de cooperar com ela, e cada um teria de ser medido pela fidelidade com que cumpriu o propósito divino. Desta maneira o surgimento e a queda das nações representadas na parte profético devem compreender-se dentro do marco dos princípios expostos na parte histórica, vistos em ação no caso da Babilônia. Este fato converte às duas seções do livro numa unidade e mostrando o papel desempenhado por cada um dos impérios mundiais.

O 1° sonho de Nabucodonosor.

Como todos os antigos, Nabucodonosor acreditava em os sonhos como um dos meios pelos quais os deuses revelavam sua vontade aos homens. Segundo a Bíblia, em uma noite Deus decidiu revelar a Nabucodonosor o futuro em uma Profecia, não só do império da Babilônia, mas também a história de toda a humanidade. Nabucodonosor sonhou com uma grande estátua, a cabeça era de ouro, o peito e os braços de prata, o ventre e coxas de bronze, as pernas de ferro e os pés eram parte de ferro e parte de barro. Enquanto admirava a estátua uma grande pedra veio do alto e acertou os pés da estátua que acabou sendo totalmente destruída. Depois disso a pedra cresceu até cobrir toda a face da terra.
No dia seguinte ao pensar no sonho, o rei percebeu que não conseguia se lembrar de nada. Não conformado com o esquecimento procurou ajuda dos sábios de sua corte. Exigiu que eles o fizessem lembrar do sonho e também dessem a sua interpretação
Daniel não estava presente quando os sábios foram convocados e notificados da difícil tarefa. Se o mistério não fosse solucionado todos os sábios seriam executados. A severidade do castigo não estava fora de tom com os costumes desses tempos. No entanto, era um passo temerário do rei porque os homens cuja morte tinha ordenado constituíam a classe mais culta da sociedade. Daniel pediu um tempo para buscar o auxílio de Deus e então solucionar o que parecia impossível.
Segundo a Bíblia, uma noite Deus enviou a Daniel o mesmo sonho que o Rei havia sonhado. Algum tempo depois Daniel foi levado até Nabucodonosor. Daniel descreveu o sonho com exatidão ao rei, contou até mesmo o que Nabucodonosor pensara antes de dormir.Nabucodonosor não tinha nenhuma dúvida que aquele era o sonho e que Deus havia revelado essas coisas a Daniel.
Em seguida Daniel deu a interpretação do sonho. Daniel descreveu, segundo o relato bíblico, história da humanidade desde a babilônia até o dia do juízo final. Segundo Daniel as diferentes partes da estátua eram diferentes impérios que se sucederiam no controle e domínio do mundo.
As mais óbvias interpretações preteristas sobre a revelação do sonho de Daniel, estão contidas nas próprias escrituras sagradas onde se tem revelações sobrenaturais bem como a do próprio jovem Daniel. Vejamos por partes:
  1. a cabeça de ouro: as sagradas escrituras definem essa cabeça de ouro como o poder babilônico da época cujo rei era Nabucodonosor e todo seu império conquistador;
  2. o peito e os braços de prata: seria um segundo reinado um pouco inferior ao babilônico;
  3. o ventre e o quadril: seria um terceiro reino, um reinado de bronze que governaria toda terra;
  4. as pernas de ferro: se refere a um quarto reino forte como o ferro, pois o ferro quebra e destrói tudo; e assim como o ferro despedaça tudo também ele destruirá e quebrará todos os outros reinos que já existiram;
  5. os pés eram em parte ferro e parte barro: essa parte da revelação que Daniel revelara ao rei se refere aos dedos dos pés que eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte, e por outra será frágil; quanto ao ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.Referindo-se desta forma às alianças que as nações futuras tentarão fazer umas com as outras mas sem grandes resultados;
a pedra que caiu sem auxílio de mãos: se refere ao Messias e Salvador da humanidade, o próprio Jesus Cristo, a quem as escrituras sagradas se referem ((Daniel 2:44) - Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre.)

Na minha opinião o livro de Daniel é um dos mais curiosos da Bíblia tanto pela historia de Daniel, pelas Profecias e pelo tom apocalítico. Segue nesse link uma apostila completa do livro de Daniel, bom estudo e que Deus abençoe a todos.Apostila de Estudo Daniel

domingo, 16 de junho de 2013

Bíblia offline cheia de recursos para usar em seu celular e tablet(grátis)



Com o avanço das tecnologias móveis, cada dia mais temos ao nosso alcance aparelhos que facilitam muito a nossa vida como, por exemplo, os Smartphones e Tablets. 
Trata-se da Bíblia JFA Offline. Basicamente, você só precisará da sua conexão com a Internet para baixá-la, pois ela é totalmente off-line, o que permite que você a leve para lugares sem conexão e a use à vontade. Veja algumas coisas que achei ótimas nesse programa:
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Fonte:esbocandoideias.com

terça-feira, 11 de junho de 2013

Posso fazer uma tatuagem mesmo sendo cristão?



O assunto tatuagem sempre gerou muita polêmica dentro da igreja. Alguns utilizam para dar embasamento bíblico à proibição do crente fazer tatuagens o texto de Levítico 19.28, que diz: “Pelos mortos não ferireis a vossa carne; nem fareis marca nenhuma sobre vós. Eu sou o SENHOR.”
Conforme podemos observar claramente nesse texto, não há uma indicação sobre não fazer tatuagens ou marcas de qualquer tipo, mas uma indicação pontual ao povo de Israel que não copiasse o costume de nações pagãs de sua época, que faziam marcas e feridas na pele em adoração aos mortos. Assim, esse texto não pode ser usado para embasar uma proibição total da prática de fazer tatuagens. O texto só pode ser usado naquilo que se refere. Esse é o único texto bíblico que faz alguma menção sobre tatuagens. Fora esse não temos textos bíblicos explícitos que proíbam e nem que autorizam o uso de tatuagens.
 ENTÃO, NESSE CASO, O CRISTÃO ESTÁ LIBERADO PARA FAZER TATUAGENS?
Sim e não. Digo isso porque toda atitude do cristão deve ser refletida no contexto completo da Palavra de Deus e não apenas no fato de a Bíblia proibir ou não algo em específico. Por isso, antes de decidir fazer sua tatuagem, creio ser necessário pensar alguns pontos para que essa tatuagem não venha a se transformar em motivo de problemas em sua vida e venha a ser do desagrado a Deus.
(1) Tudo deve ser feito para a glória de Deus. Em 1 Coríntios 10. 31 encontramos um princípio a ser aplicado em todas as nossas ações: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.”. Se essa tatuagem que você quer fazer é apenas com um intuito egoísta, se é apenas um ato de rebeldia contra algo ou alguém, se é um desejo originado em algo pecaminoso, não faça, pois não estará glorificando a Deus nisso. A motivação daquilo que fazemos conta muito para Deus. Uma motivação errada te levará a um caminho errado, que não glorificará o Senhor no final das contas. Faça essa pergunta a si mesmo: A minha atitude de ter uma tatuagem glorificará a Deus?
 (2) Que tipo de desenho você quer fazer? Existem desenhos que carregam simbologias fortes que não caberiam ao cristão carregar em seu corpo. Por isso, se decidir se tatuar deve observar se o tipo de desenho é condizente com os ideais bíblicos. Conheço um cristão que, por ignorância e falta de reflexão e sabedoria, tatuou palavras em outra língua, que ele achava que tinham um significado legal, mas que, na verdade, eram citações reprováveis. Quando descobriu era tarde demais! Por isso, é preciso ter cuidado. Pense: O desenho que quero fazer está condizente com os valores cristãos bíblicos?
(3) Sua tatuagem vai causar escândalo? Apesar de ser algo subjetivo essa questão de causar escândalo, Paulo nos deixou um bom modo de refletir sobre a nossa liberdade cristã, principalmente em relação ao próximo. Em 1 Corintios 8.1-13 Paulo refletiu sobre a sua liberdade diante das pessoas mais fracas na fé. Por que não deveríamos também refletir sobre isso? Ele fez duas conclusões interessantes que, penso eu, podem dar embasamento para uma tomada de decisão mais madura com relação às tatuagens: “Vede, porém, que esta vossa liberdade não venha, de algum modo, a ser tropeço para os fracos (…) E, por isso, se a comida serve de escândalo a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que não venha a escandalizá-lo.” (1Co 8. 9; 13). O referencial do reino de Deus é o “nós” e não o “eu”, por isso, pense se essa tatuagem não trará mais problemas que bênção em sua vida e comunidade. Então, depois de refletir bem decida se fará ou não.
 (4) Quantos anos você tem? Normalmente no calor da rebeldia de jovens e adolescentes aparece esse desejo de fazer uma tatuagem com objetivos nada cristãos. Principalmente pela influência de amigos, da mídia, da moda, do momento, etc. Por isso creio ser de bom grado que pessoas ainda jovens pensem muito bem, consultem seus pais e reflitam. Lembre-se que a tatuagem é permanente e pode te prejudicar inclusive profissionalmente no futuro, pois existem empresas que aplicam restrições – veladas – a pessoas tatuadas. Por isso, pense bem se vale a pena tanto risco por causa de um desenho na pele! Na dúvida, espere mais um pouco e amadureça a ideia.
(5) O cristão deve respeitar a lei. Se você for menor de idade existe uma lei específica que tem restrições a você fazer tatuagens. Se estiver a fazer algo escondido, contrário à lei, está errado. Se a sua decisão é por fazer a tatuagem, que seja algo aberto, legal. Aquela história de aparecer em casa tatuado “do nada” apenas para provocar os pais não indica uma atitude cristã. Certamente irá se arrepender no futuro. Pense que tudo tem a sua hora certa, o seu momento certo e, às vezes, no futuro, você acaba repensando e decide não fazer. Tenho amigos que estavam loucos para fazer tatuagem porque é “modinha”, mas depois de refletirem e deixar o tempo passar acabaram desistindo. Pode acontecer.
(6) As suas dúvidas estão maiores que as certezas? A Bíblia diz algo bem interessante: “Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração…” (Cl 3. 15). Árbitro é aquele que é capaz de julgar e dar a diretriz correta a respeito de algo. Assim, a Bíblia aponta a paz de Cristo como um bom referencial para acertarmos em questões difíceis. Normalmente a dúvida provoca a falta de paz em nosso coração. Se a dúvida está maior que a certeza, pode ser que Deus não esteja se agradando com essa tatuagem ou que Deus está te preparando melhor para fazer uma melhor escolha de tatuagem que a atual. Em última instância, sempre ouça a voz de Deus e não a sua.
 CONCLUSÃO
Creio que os pontos citados acima fornecem bons referenciais para uma tomada de decisão correta com relação a fazer ou não uma tatuagem. Usar a liberdade que Cristo nos deu da melhor forma possível, seja para fazer uma tatuagem legal ou para escolher não fazer uma tatuagem, é o que Deus espera de cada um de nós. Por isso, antes de fazer faça uma reflexão imparcial e sincera sobre a questão é só depois decida.
André Sanchez esbocandoideias.com

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Como um homem pode ser justo diante de Deus?

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Como pode um homem ser justo diante de Deus? O que pode remover meus pecados?

Nós costumávamos a cantar isso, eu cantava isto com as crianças... O que pode remover
meus pecados? E eu falava: "Nada" O que pode remover meus pecados? "Nada..." "Nada além 
do sangue de Cristo." Nada além do sangue de Cristo. Esse é o único caminho. Os nossos
pecados foram atribuidos a Cristo, tudo foi cobrado na Sua conta e Ele pagou na íntegra. Ele
realmente fez isso! Ele realmente levou os seus pecados e os meus pecados. Se você é um filho
de Deus, Ele realmente levou todos os pecados em Seu próprio corpo na cruz. Os seus pecados
não estão voando pelo ar. Você imagina as coisas mais perversas que você já fez, amados, os
seus pecados não estão voando pelo ar. Os seus pecados caíram sobre Jesus Cristo e Ele pagou
na íntegra! Essa é a unica maneira de ser achado justo diante de Deus.

Considere o Cordeiro de Deus em Sua ressurreição, Levantado com grande poder! não
há força muscular, nenhuma força mecânica, nenhuma potência elétrica, nenhuma energia
nuclear, que poderia tê-lO ressuscitado da morte, e esse mesmo poder está em você.
Eu não sou mais um criminoso debaixo da ira de Deus, que destá diante de um juiz
furioso. Eu sou um filho que foi adotado por uma família. Você tem que lançar mão do fato
de que você está em uma nova posição. Você está em uma posição de graça. Você é um filho.
Lembre-se que uma coisa surpreendente é que você não está realmente debaixo de um
julgamento de um juiz. Quando você peca, crente, você não está diante de um juiz com uma
seta apontada em sua cabeça. Você está diante de um pai. Você está diante de um pai que
quer te levantar e fazer você andar novamente. Que mudança de status. Isso não é glorioso?
Quarenta e um anos que eu comecei a virar meus olhos para longe dos confins da
terra e passei a olhar apenas para Jesus... E agora eu poderia estar de frente para o final e
estou ainda mais grato que eu posso dirigir meus olhos para Jesus.

Quando alguém ainda está tentando se acertar com Deus guardando a Lei, quando as
pessoas estão tentando merecer a salvação por alguma forma de obediência pelas coisas que
elas fazem, então isso mostra que elas realmente acham que é possível, que elas podem de
alguma forma merecer o seu caminho para Deus.
Sua justificação e sua aceitação por Deus não é baseado em seu desempenho. O quão
bem você andou ontem. Você diz: "Oh, ontem eu orei o dia inteiro.” Bem, você sabe o que a
Bíblia diz? Ela diz que as nossas orações são feitas aceitáveis pelo sangue de Jesus. Paulo
começa em Romanos, ele diz, "Primeiramente dou graças ao meu Deus por meio de Jesus
Cristo por causa de todos vocês..." (Rm 1:8a) Você não pode nem sequer agradecer a Deus a
não ser através do sangue de Jesus Cristo. E nós somos chamados a oferecer sacrifícios
espirituais agradáveis a Deus através de Jesus Cristo. As melhores obras que poderíamos fazer
não têm nada a ver com isso. O remorso não tem nada a ver com isso. "Mesmo que minhas
lagrimas caiam para sempre, ou mesmo que meu zelo não conheça alívio algum, nada disso
poderia expiar os meus pecados. Tu é quem tem que salvar e somente Tu." [Trecho do hino
Rocha das Eras/"Rock of Ages" de Augustus M. Toplady]

Vocês percebem cada vez mais, não é irmãos? Que o problema com este mundo não é
econômico não é educacional, não é ambiental, não é político, não é governamental. O
problema supremo da raça humana é o pecado. E o problema supremo que eu sempre vou ter
que enfrentar é o pecado. Esse é o inimigo número um. É o pecado, em todas as suas formas.
É isso que tem enchido nossos tribunais e nossas cadeias. Isso é o que tem enchido os
cemitérios em cada cidade e em cada aldeia. Isso é o que fez com que o mundo de hoje seja
um lugar de devastação em uma zona de guerra. Todo o crime, toda a dor, todas as lágrimas,
todas as mortes, todos os lutos, todos os acidentes, todas as tristezas, e todas as perdas; Todas
as tragédias são por causa do pecado. O pecado entrou no mundo e nós estamos sob o reinado
do pecado e da morte. Ele está agitando o mundo, fazendo com que o próprio mundo sofra Os
céus e a terra que gemem diante do peso do pecado [rf. Rm 8:22]. e o que o mundo precisa
não é um filósofo, o mundo não precisa de um professor. O mundo não precisa,
necessariamente,de um professor ou um algo do género. O que este mundo precisa é de um
salvador. Seu nome será Jesus, porque Ele salvará. Ele deve salvar, tirar todos os pecados do
mundo. e até mesmo os pagãos sabem disso, não é?
O maior pecado que alguém pode cometer é não dar valor a Deus e não apreciá-lO.
Todos os outros pecados provêm desse. O primeiro mandamento é: "Amarás o Senhor teu
Deus com todo o teu coração, alma, mente e força." Essa é a primeira chamado a toda alma.
É isso que tudo na criação chama você a fazer. Essa é a essência do universo é que Deus deve
ser adorado, porque Ele é um Deus glorioso. E o que faz com que os cananeus sejam tão
maus, é que por quatrocentos anos eles não cairam com o rosto por terra e disseram: "Eu Te
amo senhor. Você fez o sol. Você fez a lua. Você fez meus filhos. Você fez este mundo glorioso.
Perdoe-me dos meus pecados."

E você criança, vocês que crescem em um lar cristão. A Palavra está perto de você. O
caminho da salvação está perto de você hoje. Portanto, não digas no teu coração que você tem
que esperar por uma determinada idade porque você pode crer em Cristo agora! Neste
momento e ser salvo. E olhe para Ele agora.
Eu sou aceito na família, pelo sangue de Jesus Cristo. Isso é imutável. Seu amor está
em mim. Ele é para mim. Ele esta comigo. E eu sou novo. E eu realmente gosto de fazer
justiça. E eu não tenho que viver como eu vivia antigamente. E eu não estou sozinho. E eu
tenho autoridade... porque eu sou um filho de Deus.
Ele desceu do Seu trono; e Ele desceu para o meio de pecado e miséria, e lágrimas e
Ele tocou as pessoas que nunca tinham sido tocadas; e Ele falou com pessoas com quem
nunca se falava; e em Sua hora mais escura, Ele desceu ainda mais como um escravo em
uma cruz e morreu sob a ira de Deus. E com uma vida derramada na morte, Ele te puxou
para fora do buraco que você tinha cavado. É assim que o Senhor Jesus te amou. "...como
havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim." (Jo 13:1b)
Diga-lhes, 'Olha, se você acredita genuinamente, sinceramente, realmente,
verdadeiramente, amorosamente, inteiramente neste Cordeiro de Deus, você entenderia que
Ele pagou sua dívida de pecado. Você entenderia que Ele morreu por você Devemos
proclamá-lo em todos os lugares. Diga a todos a boa notícia de que um Salvador morreu.

Fonte:illbehonest.com

sábado, 1 de junho de 2013

O Evangelho de Tomé, ditos e parábolas de Jesus?

Seguindo a linha da ultima publicação do blog que se referia aos livros apócrifos, voltamos ao assunto para falar do Evangelho de Tomé, preservado em versão completa num manuscrito copta em Nag Hammadi, é uma lista de 114 ditos atribuídos a Jesus. Alguns são semelhantes aos dos evangelhos canônicos de MateusMarcosLucas e João, mas outros eram desconhecidos até a descoberta desse manuscrito em 1945. Tomé não explora, como os demais, a forma narrativa, apenas cita —de forma não estruturada— as frases, os ditos ou diálogos breves de Jesus a seus discípulos, contados a Tomé, dito Dídimo ("gêmeo" em grego), sem incluí-los em qualquer narrativa, nem apresentá-los em contexto filosófico ou retórico. Duas características marcantes do Evangelho de Tomé, que o diferenciam dos canônicos, são a recomendação de Jesus para que ninguém faça aquilo que não deseja ou não gosta e a ênfase não na , mas a descoberta de si mesmo.

Ao ler o evangelho de Tomé não se nota nada de interessante pode se dizer que é mais um manuscrito perdido que ninguém sabe se foi o próprio Tomé que escreveu e é bem parecido com os outros evangelhos Bíblicos,mas não narra uma historia e sim um apanhado dos ensinamentos de Jesus, mas de uma forma bem fria sem o brilho dos Evangelhos canônicos.No Evangelho, a identidade de Jesus entra em questão a partir do dito 13. Jesus propõe aos discípulos a que ele se assemelharia. Pedro dá-lhe uma dimensão sobrenatural, enquanto Mateus, o coloca entre os filósofos. Tomé afirma que Jesus é inefável. A filiação divina é assegurada, no dito 44, ao Jesus se referir a Deus como pai. O designativo principal para Jesus é o Vivente (dito 52).
Segundo a sugestão do Prof. Helmut Koester, que leciona na Universidade Harvard, o Evangelho de Tomé foi recompilado por volta do ano 140, mas talvez contenha textos de algumas tradições ainda mais antigas que os evangelhos canônicos, possivelmente da segunda metade do século primeiro (50−100), em SíriaPalestina ou Mesopotamia. Ou seja, da mesma época ou anterior aos evangelhos de Marcos, Mateus, Lucas e João . Koesler também disse que este evangelho lembra a fonte hipotética denominada Q, com ditos que teriam sido usados pelos evangelhos de Lucas e Mateus. Também segundo esse autor, o texto em copta é uma tradução do grego . Segundo Stevan Davies deve ser datado entre os anos 50 e 70 .
Muitos estudiosos acreditam que o Evangelho de Tomé é um texto gnóstico que foi introduzido no meio da comunidade cristã do seculo I para causar divisão na igreja, e outra minoria dos estudiosos considera o Evangelho de Tomé como parte de uma tradição da qual os evangelhos canônicos eventualmente emergiram. 
Aqui nesse link você pode baixar o Evangelho de Tomé e tirar as sua próprias conclusão: