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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Descoberta casa do profeta Eliseu


Arqueólogos afirmam ter encontrado casa do profeta Eliseu

Casa com estrutura diferenciada e nome em cerâmica são forte evidências

Durante 16 anos de escavação no sítio arqueológico de Tel Rehov, no Vale do Jordão, um grupo de arqueólogos descobriram uma cidade de 3000 anos de idade. Nela, encontraram um edifício diferente dos demais, que acreditam ter sido a casa do profeta Eliseu.

“A casa estava cheia de objetos diferenciados … dois altares de cerâmica usados ​​para queimar incenso”, explicou o arqueólogo Ami Mazar à CBN News.

“Encontramos pequenas esculturas de barro e grandes vasos, que provavelmente eram usados ​​para servir comida. Não apenas para uma família típica, mas provavelmente  para uma comunidade maior”, disse ele.

Mazar também destacou que a casa tinha uma estrutura distinta das demais. “Normalmente, as casas tinham uma entrada que conduzia a um grande espaço com salas. Porém esta casa foi dividida em duas alas. Elas estavam ligadas uma à outra por corredores e cada uma tinha uma saída para a rua.”

Os altares de incenso possivelmente eram usados ​​para se fazer uma oferta a Deus antes de entrar na casa, o que era típico nos tempos dos profetas bíblicos.

Durante as escavações, os arqueólogos descobriram uma sala especial dentro da casa. Ela tinha uma mesa e um banco. Também descobriram um fragmento de cerâmica com o nome de Eliseu sobre ele, datada do século 9 antes de Cristo. Esse seria o indício mais forte que se trata da residência do profeta Eliseu.

“Descobrimos uma inscrição escrita com tinta vermelha na cerâmica, mas infelizmente está quebrada”, disse Mazar. ”Mesmo assim é possível ler o nome Eliseu.”

Segundo a tradição, o profeta Eliseu nasceu cerca de sete quilômetros do local da escavação, em Avel Mehola e viajou por todo o reino de Israel.

Para o arqueólogo Stephen Pfann, as evidências são convincentes. “Existiam apenas seis outras pessoas com o nome Eliseu conhecidas na época. Durante séculos isso permaneceu quase inalterada, podemos acreditar que esse local diferenciado tratava-se da casa de um homem santo cujo nome era Eliseu, provavelmente o conhecido profeta”, asseverou.


fonte: gospel prime

sábado, 1 de junho de 2013

O Evangelho de Tomé, ditos e parábolas de Jesus?

Seguindo a linha da ultima publicação do blog que se referia aos livros apócrifos, voltamos ao assunto para falar do Evangelho de Tomé, preservado em versão completa num manuscrito copta em Nag Hammadi, é uma lista de 114 ditos atribuídos a Jesus. Alguns são semelhantes aos dos evangelhos canônicos de Mateus, Marcos, Lucas e João, mas outros eram desconhecidos até a descoberta desse manuscrito em 1945. Tomé não explora, como os demais, a forma narrativa, apenas cita —de forma não estruturada— as frases, os ditos ou diálogos breves de Jesus a seus discípulos, contados a Tomé, dito Dídimo ("gêmeo" em grego), sem incluí-los em qualquer narrativa, nem apresentá-los em contexto filosófico ou retórico. Duas características marcantes do Evangelho de Tomé, que o diferenciam dos canônicos, são a recomendação de Jesus para que ninguém faça aquilo que não deseja ou não gosta e a ênfase não na fé, mas a descoberta de si mesmo.

Ao ler o evangelho de Tomé não se nota nada de interessante pode se dizer que é mais um manuscrito perdido que ninguém sabe se foi o próprio Tomé que escreveu e é bem parecido com os outros evangelhos Bíblicos,mas não narra uma historia e sim um apanhado dos ensinamentos de Jesus, mas de uma forma bem fria sem o brilho dos Evangelhos canônicos.No Evangelho, a identidade de Jesus entra em questão a partir do dito 13. Jesus propõe aos discípulos a que ele se assemelharia. Pedro dá-lhe uma dimensão sobrenatural, enquanto Mateus, o coloca entre os filósofos. Tomé afirma que Jesus é inefável. A filiação divina é assegurada, no dito 44, ao Jesus se referir a Deus como pai. O designativo principal para Jesus é o Vivente (dito 52).
Segundo a sugestão do Prof. Helmut Koester, que leciona na Universidade Harvard, o Evangelho de Tomé foi recompilado por volta do ano 140, mas talvez contenha textos de algumas tradições ainda mais antigas que os evangelhos canônicos, possivelmente da segunda metade do século primeiro (50−100), em Síria, Palestina ou Mesopotamia. Ou seja, da mesma época ou anterior aos evangelhos de Marcos, Mateus, Lucas e João . Koesler também disse que este evangelho lembra a fonte hipotética denominada Q, com ditos que teriam sido usados pelos evangelhos de Lucas e Mateus. Também segundo esse autor, o texto em copta é uma tradução do grego . Segundo Stevan Davies deve ser datado entre os anos 50 e 70 .
Muitos estudiosos acreditam que o Evangelho de Tomé é um texto gnóstico que foi introduzido no meio da comunidade cristã do seculo I para causar divisão na igreja, e outra minoria dos estudiosos considera o Evangelho de Tomé como parte de uma tradição da qual os evangelhos canônicos eventualmente emergiram. 
Aqui nesse link você pode baixar o Evangelho de Tomé e tirar as sua próprias conclusão:

quarta-feira, 6 de março de 2013

HISTÓRICO DE JERUSALÉM DO INICIO ATE HOJE.


Há provas do próprio sítio da cidade de Jerusalém estar habitada, muitos séculos antes de Davi, por grande número de homens pré-históricos. A tradição de que Jerusalém era a cidade de Salém, do reino de Melquisedeque (Gn 14.18), parece confirmada em Sl.76:2; O primeiro registro certo, da cidade de Jerusalém, aparece nas inscrições em caracteres cuneiformes, descobertos em Tell-Amarna (Alto Egito). No tempo desse registro, o nome da cidade era Urusalem e seu rei era Abd Khiba.
No tempo da conquista de Canaã, por Josué, o rei de Jerusalém era Adoni-Zedeque, Js.10:3;
Davi, cerca de 1.000 A.C., tomou a cidade e, depois de ter reinado 7 anos em Hebrom, reinou lá 33 anos, 2Sm.5:5; 1Rs.2:11; Fez de Jerusalém a capital do seu reino e o centro religioso do país.
Salomão alargou os muros da cidade e construiu o templo com grande magnificência. Edificou, também, um palácio real, de um esplendor que rivalizava com o templo.
Roboão, filho de Salomão, continuou a reinar em Jerusalém, sobre as duas tribos, depois do reino se dividir. No quinto ano do seu reinado a cidade foi tomada por Sisaque, rei do Egito, 1Rs.14:25;
No reinado de Jeorão, foi tomada novamente pelos filisteus e arábios, 2Cr.21:16;
No tempo do rei Amazias, o rei de Israel Jeoás, rompeu uma grande parte do muro, e levou muito despojo, 2Cr.25:23;
Rezim, rei da Síria, e Peca, rei de Israel, fracassaram na tentativa de tomar Jerusalém, no reinado de Acaz, 2Rs.16:5;
Semelhantemente, fracassou a tentativa de Senaqueribe, no reinado de Ezequias, 2Rs.18; e 2Rs.19;

Os pecados de Manassés foram a causa da sua prisão e da sua deportação para Babilônia, 2Cr.33:9; Josias, neto de Manassés, realizou em Jerusalém uma grande reforma moral e religiosa, 2Cr.34:3; No reinado de Joaquim, a cidade foi cercada e tomada por Nabucodonosor, que deportou para Babilônia a maior parte do povo, 2Rs.24:12-16; No nono ano do reinado de Zedequias, a cidade foi sitiada, ele foi preso, seus olhos vazados e ele levado a Babilônia. Todas as casas foram queimadas, inclusive o templo, 2Rs.25; No tempo de Ciro, como se acha marcado em Esdras, o povo voltou do cativeiro e reedificou o templo. As muralhas foram levantadas por Neemias, Ne.3;

Alexandre Magno visitou a cidade quando Jadua (Ne 12.11, 22) exercia o sumo-sacerdócio.
Ptolomeu Soter tomou a cidade pelo ano 320 A.C.
Antíoco o Grande conquistou-a em 203 A.C. Scopas, o general alexandrino retomou-a em 199 A.C.
Foi tomada e o templo profanado, por Antíoco Epifanes Dn.11:31.
Foi reconstruída por Judas Macabeu em 165 A.C.Foi ele que restaurou, novamente, o templo.
No ano 70 A.D., o exército romano de 100.000 homens comandados por Tito, depois de um cerco de cinco meses, tomou e destruiu a cidade. Os sitiados defenderam-se com desesperado valor, e uma vez rompidos os muros, os conquistadores cavaram e viraram as próprias pedras dos alicerces. Ver Mt.24:2; O historiador Tácito calculou em um milhão a perda de vidas.
Os judeus, sob Bar Coceba, retomaram a cidade em 131.
O imperador romano, Adriano, conquistou-a e devastou-a em 132.
Cosróes II, rei da Pérsia conquistou-a e saqueou-a em 614.
Heráclio retomou-a em 628.
Omar, sucessor de Maomé, ocupou-a em 637.
Revolucionários muçulmanos conquistaram-na em 842.
Os edifícios dos cristãos foram destruidos em 937.
A dinastia fatimita ocupou-a em 969.
Calif Hakim destruiu-a em 1010.
Os turcos seljuk ocuparam-na em 1075.
Afdul a sitiou e a conquistou em 1096.
Godofredo, chefe da primeira cruzada, sitiou-a, conquistou-a e massacrou os habitantes, em 1099.
Saladino, chefe da terceira cruzada, ocupou-a em 1187.
Os muros foram destruídos em 1219.
O Emir de Kerak conquistou-a em 1229.
Entregou-se a Frederico II, na sexta cruzada, em 1239.
Os kharesmians conquistaram-na e os arabes saquearam-na em 1240.
Foi ocupada pelos turcos em 1547.
Ibrahim Pachá, do Egito, ocupou-a em 1831.
Os turcos bombardearam-na em 1835.
Foi ocupada novamente pelos turcos em 1841.
General Allenby libertou-a em 1917.

Em 14 de Maio de 1948, renasceu a nação de Israel com sua capital em Tel Aviv. Atualmente a cidade de Jerusalém tem uma população de 156.000 habitantes, na parte judaica. Hoje uma mesquita muçulmana ocupa o local do templo.

"Até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles," Lc.21:24;

O futuro templo e Israel restaurado, quando Jerusalém vai vestir--se de suas roupagens formosas, Is.52:1;
O dia quando os pés de Cristo estarão sobre o Monte das Oliveiras (Zc.14:14).

2)JERUSALEM CELESTIAL

A Jerusalém lá de cima, Gl.4:26; a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é arquiteto e fundador, Hb.11:10; a cidade do Deus vivo, Jerusalém celestial, Hb.11:22; a cidade santa a Nova Jerusalém, Ap.21:2;


sábado, 9 de fevereiro de 2013

As Pragas do Egito



As pragas derramadas sobre o Egito foram a clara manifestação do poder de Deus. Os hebreus puderam ver que o Deus de Abraão, Isaque e Jacó estava movendo a natureza para libertá-los da escravidão.
Alguns céticos duvidam da Bíblia simplesmente porque não encontram monumentos que descrevam todos os seus acontecimentos. Eles fazem isso com a história das dez pragas do Egito. Por não acharem ali nada que confirme a história do Êxodo, julgam que ela jamais aconteceu.

Ora, por que os egípcios iriam registrar para o mundo o vexame que passaram com a saída dos hebreus? É claro que eles ficariam calados a respeito disso. Contudo, outros povos, fora da Bíblia, testemunharam a ocorrência das pragas que Deus enviou através do profeta Moisés e mesmo dentre a correspondência particular de alguns egípcios é possível encontrar pistas do que aconteceu ali naquela época.

Vamos ver primeiro o que escreveu Deodoro Siculo, historiador grego do I século a.C., cujo testemunho dura até hoje:

“Nos tempos antigos houve uma grande praga no Egito e muitos a atribuíram ao fato de Deus estar ofendido com eles por causa dos estrangeiros que estavam em seu país... Os egípcios concluíram que, a menos que os estrangeiros fossem mandados embora de seu país, eles jamais se livrariam de suas misérias. Sobre isto, conforme nos informaram alguns escritores, os mais eminentes e estimados daqueles estrangeiros que estavam no Egito foram obrigados a deixar o país ... [portanto] eles se retiraram para a província que agora se chama Judeia  Ela não fica longe do Egito e estava desabitada na ocasião. Aqueles emigrantes foram pois conduzidos por Moisés, que era superior a todos em sabedoria e poder. Ele lhes deu leis e ordenou que não fizessem imagens de deuses, pois só há um Deus no Céu que está sobre tudo e é Senhor de tudo.”

Temos ainda o diário de um egípcio chamado Ipuwer que foi encontrado no Egito em 1820 e levado para o museu da Universidade de Leiden, na Holanda, onde permanece até hoje. Lá, o escritor antigo lamenta o estado do Egito e diz numa carta endereçada a faraó: “Os estrangeiros (hebreus?) vieram para o Egito ... [eles] têm crescido e estão por toda a parte [lit. ‘em todos os lugares, eles se tornaram gente’]... o Nilo se tornou em sangue ... [as casas] e as plantações estão em chamas ... a casa real perdeu todos os seus escravos ... os mortos estão sendo sepultados pelo rio ... os pobres (escravos hebreus?) estão se tornando os donos de tudo ... os filhos dos nobres estão morrendo inesperadamente... o [nosso] ouro está no pescoço [dos escravos?] ... o povo do oásis está indo embora e levando as provisões para o seu festival [religioso?].”

Essas palavras são muito parecidas com as pragas descritas em Êxodo 7:14-24, especialmente a primeira e a última. A referência aos escravos que agora se vão e ainda levam consigo algumas riquezas parece ecoar o testemunho bíblico de que os hebreus foram “e pediram aos egípcios objetos de prata e de ouro ... de modo que estes lhes davam o que pediam. E despojaram os egípcios” (Êxodo 12:35-36).

Mais uma vez a História confirma a Palavra de Deus.


Fonte:http://iadrn.blogspot.com.br/

domingo, 27 de janeiro de 2013

A confiabilidade dos Evangelhos






Por Davi Lago

Podemos citar três razões que demonstram a confiabilidade da narrativa dos evangelhos:

Razão nº1: Os evangelhos foram escritos num período próximo aos eventos narrados. Isso é muito importante porque indica que os evangelhos foram escritos por testemunhas oculares e pessoas próximas às diversas testemunhas oculares. O fato de as testemunhas oculares estarem vivas no tempo em que os evangelhos foram escritos é crucial porque elas poderiam desmentir qualquer informação mentirosa.

Há muitas evidências que demonstram que os evangelhos foram escritos cedo. Há evidências internas, como por exemplo: o livro de Atos termina bruscamente com Paulo esperando seu julgamento (At 28.31) o que indica que Lucas, o autor, terminou o livro naquele período. Sabe-se que Paulo foi martirizado entre 63 e 64 d.C. Sabe-se também que o livro de Atos foi escrito por Lucas depois de seu evangelho (At 1.1). Logo, o evangelho de Lucas foi escrito no máximo, apenas trinta anos após o ministério de Jesus.

Outro exemplo de evidência interna é a ausência de qualquer referência no Novo Testamento da destruição de Jerusalém em 70 d.C. Isso claramente aponta o fato de que todos os livros no Novo Testamento foram escritos em data anterior a 70 d.C. É notável o fato de que Jesus profetizou que Jerusalém seria destruída (Mc 13.1-4,14,30). E Jerusalém foi realmente destruída no ano 70 d.C. assim como Jesus profetizou. Sem dúvida os autores do Novo Testamento, que estavam preocupados em provar que Jesus é o Filho de Deus, teriam citado o cumprimento dessa profecia para apoiar sua argumentação.

Há também evidências relacionadas aos papiros com fragmentos do Novo Testamento que sobreviveram até nossos dias. O papiro conhecido como Chester Beatty é datado de 200-250 d.C.; o papiro Bodmer II de 200 d.C.; o papiro Early Chrisitian de 150 d.C.; e o papiro John Rylands MSS de 130 d.C. Esses papiros comprovam que os evangelhos foram escritos em data próxima aos eventos narrados.

Há evidências relacionadas aos escritos patrísticos. Por exemplo, a epístola de Policarpo aos filipenses foi escrita em 120 d.C., as cartas de Inácio em 115 d.C. e a epístola de Clemente aos coríntios em 95 d.C. Todos esses escritos contém inúmeras citações dos evangelhos e demais textos do Novo Testamento.

Portanto, se concluí que os evangelhos passam do teste mais ácido de todos os escritos da Antiguidade. Os evangelhos foram escritos na mesma geração que viu os eventos narrados. O fato dessa geração ter preservado os evangelhos para as gerações posteriores indica o fato de que não houve nenhuma distorção ou fraude na narrativa dos eventos.

Razão nº2: Os eventos narrados nos evangelhos são solidamente apoiados pelas descobertas históricas e arqueológicas. A arqueologia comprova a historicidade de eventos, pessoas e lugares descritos nos evangelhos. Por exemplo: Em Lucas 2.1-3 está escrito que foi realizado um censo no período em que Quirino era governador da Síria. Sabe-se hoje que os romanos realizavam um censo a cada 14 anos e que esses censos tiveram início com César Augusto. Inscrições encontradas em Antioquia confirmam que Quirino iniciou seu governo em 7 a.C. Em Lucas 3.1 é citado um governador chamado Lisânias. Foi encontrada uma inscrição próximo à cidade de Damasco que comprova a existência dele. Em João 19.13 é mencionado um pavimento de pedra, chamado Gábata, localizado no palácio de Pilatos. O arqueólogo William Albright comprovou que esse pavimento existiu, foi destruído em 70 d.C. e reconstruído pelo governador Adriano. Esses são apenas alguns exemplos das descobertas arqueológicas que comprovam a historicidade dos eventos narrados nos evangelhos.

Razão nº3: Os evangelhos não foram alterados com o passar dos séculos. Esse fato é comprovado por evidências maciças. Primeiro, há cerca de 4.000 manuscritos completos do Novo Testamento em grego espalhados pelos museus do mundo, e cerca de 13.000 manuscritos com fragmentos do Novo Testamento. É uma diferença monumental se comparado com outras obras da Antiguidade: há apenas dez manuscritos de Guerras Gálicas de Júlio César, dois manuscritos de Anais de Tácito, e sete manuscritos gregos das obras de Platão.

Segundo, os manuscritos do Novo Testamento foram encontrados em diversas localidades como Egito, Síria, Turquia, Itália, Grécia e Palestina.

Terceiro, os manuscritos do Novo Testamento que sobreviveram aos nossos dias foram escritos transcritos próximos aos manuscritos originais escritos pelos próprios autores. Há papiros com fragmentos do Novo Testamento que datam de 50 a 100 anos após a escrita dos originais. Há manuscritos completos que datam de 400 anos após a escrita dos originais (por exemplo: Codex Sinaiticus, Codex Alexandrino, Codex Vaticanus). Há uma diferenaça descomunal aos outros escritos da Antiguidade. Por exemplo: o manuscrito mais antigo que temos da História de Tucídes, é de 1300 anos após o original; História de Heródoto de 1350 anos; Guerras Gálicas de Júlio César de 950 anos; História de Tácito de 750 anos; Anais de Tácito de 950 anos. Entre os milhares de manuscritos do Novo Testamento que possuímos hoje, há diferenças mínimas, que são apontadas em notas de rodapé nas traduções modernas. Essas diferenças mínimas em nada alteram a doutrina cristã e podem ser superadas através da análise do que diz a maioria dos manuscritos.

A conclusão a que os estudiosos chegam é que nenhum outro documento da Antiguidade é tão confiável como os evangelhos e os demais livros do Novo Testamento.


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Biblioteca digital com os manuscritos do Mar Morto aberta a todos


Fonte de notícia: HAARETZ


A Israel Antiquities, órgão do governo de Israel responsável pelos lugares arqueológicos, em colaboração com o Google e com a tecnologia da NASA acabou de colocar na rede uma biblioteca digital com os famosos textos do Mar Morto.
A biblioteca, no momento, conta com cerca de 4000 fotos feitas com infra vermelho desde a descoberta dos manuscritos a partir de 1949. Além dessas fotos há cerca de 1000 fotos feitas nos laboratórios da NASA.
As fotos não mostram simplesmente o texto, mas até mesmo as dobras, as margens queimadas e as manchas de tintas. A tecnologia usada, além disso, permite fotografar também as letras invisíveis a olho nu.
O objetivo do projeto não é apenas disponibilizar ao público os manuscritos, mas preservá-los para o uso das gerações futuras. Até hoje, cerca de 30 mil fragmentos conservados nos depósitos da Israel Antiquities foram escaneados com uma técnica especial colocada à disposição pela NASA. Daqui a 3 anos, todos os manuscritos escaneados serão disponíveis no site.
O site web (http://www.deadseascrolls.org.il), em inglês, permite aprofundar o conhecimento dos rótulos do Mar Morto o do seu conteúdo, oferecendo notícias históricas dos manuscritos. Uma linha do tempo, com fotografias dos manuscritos mais importantes da época e notícias sobre os locais onde os rótulos foram encontrados também são disponibilizadas. É possível ainda examinar cada manuscrito, bíblicos ou não bíblicos, divididos por locais, por língua ou por conteúdo.
Cada manuscrito é mostrado em original, sem tradução. A foto tem altíssima resolução e é possível fazer o zoom para ver os detalhes, como se tivêssemos diante de nós o manuscrito. Tudo isso, até agora, era previlégio de quem podia ter acesso físico ao depósito dos manuscritos, previlégio de poucos cientistas.
Tudo isso, para quem não conhece o hebraico ou aramaico, é somente espetacular. Para os estudiosos, invés, é uma pérola.
Leia mais sobre Qumrãn