sexta-feira, 22 de março de 2013

Capítulos e Versículos na Bíblia.


A Bíblia foi escrita por 40 autores, entre 1445 e 450 a.c (livros do Antigo Testamento) e 45 e 90 d.c(livros do Novo Testamento), totalizando um período de quase 1600 anos.  A maioria dos historiadores acreditam que a data dos primeiros escritos considerados sagrados é bem mais recente: por exemplo, enquanto a tradição cristã coloca Moisés como o autor dos primeiros cinco livros da Bíblia (Pentateuco), muitos estudiosos aceitam que foram compilados pela primeira vez apenas após o exílio babilônico, a partir de outros textos datados entre o décimo e o quarto século antes de Cristo. Muitos estudiosos também afirmam que ela foi escrita por dezenas de pessoas oriundas de diferentes regiões e nações.

A Bíblia vem geralmente dividida em capítulos e versículos, os capítulos são especificados por números maiores colocados num começo de narrativa parcial e os versículos por algarismos menores colocados antes das frases que compõem o capítulo. Costuma-se dar títulos aos vários capítulos, ou a trechos deles, também conhecidos por "perícopes", que foram ai incorporados pretendendo facilitar a compreensão e a localização por assuntos, mas não fazem parte integrante e indestacável do contexto.Mas nem sempre foi assim A divisão em capítulos foi introduzida pelo professor universitário parisiense Stephen Langton, em 1227, que viria a ser eleito bispo de Cantuária pouco tempo depois. A divisão em versículos foi introduzida em 1551, pelo impressor parisiense Robert Stephanus. Ambas as divisões tinham por objetivo facilitar a consulta e as citações bíblicas, e foi aceita por todos, incluindo os judeus.


quarta-feira, 20 de março de 2013

Os Nomes de Deus(YHWH)



O nome Jesus vem do hebraico (Yehoshua) - "Josué", que significa "Iavé é salvação". Josué era chamado de Oshea ben Num "Oséias, filho de Num" (Números.13:8). Moisés mudou seu nome para Yehoshua bem Num (Números. 13:16). A Septuaginta (tradução grega do VT) usou o nome Iesus para Yehoshua; Portanto Iesus é a forma grega do nome Yehoshua. Depois do cativeiro de Babilônia, o nome Yehoshua era conhecido por Yeshua. Em Neemias 8:17 Josué era chamado Yeshua ben Num. Yeshua é o nome hebraico para Jesus, até hoje em Israel. Isso pode ser comprovado em qualquer exemplar do Novo Testamento hebraico.
É verdade que nome não se traduz, mas se translitera conforme a índole de cada língua. Os nomes Eva, David e outros levam a letra "v" em hebraico, aparecem como Eua, Dauid, nos textos gregos. No grego moderno a letra beta (b) na antiguidade, hoje é v. Hoje se escreve Dabid, para David, e Eba para Eva. Há nomes que permanecem inalteráveis em outras línguas, mas não são todos. O nome João, por exemplo, é Yohanan, em hebraico; Ioannes, em grego; John, em Inglês; Jean, em francês; Giovani, em italiano, Juan, em espanhol; johannes, em alemão. E assim por diante, isso ocorre em vários nomes. Há nome que mudam substancialmente de uma língua para outra. Eleazar, em hebraico, é Lázaro em grego. Elizabete é a forma hebraica do nome Isabel. O argumento, portanto, de que o nome deve ser preservado na forma original, em todas as línguas, é inconsistente, sem apoio bíblico.

Lista de títulos e nomes de Deus (Judaico-Cristãos)
Aará - Meu Pastor
Adon Hakavod - Rei da Glória
Adonay (חשם) - Senhor
Attiq Yômin - Antigo de Dias
Divino Pai Eterno - uma concepção a Deus Pai El (אל) - Deus "Aquele que vai adiante ou começa as coisas"
El-Berit - Deus que faz pacto ou aliança
El Caná - O Deus Zeloso
El Deot - O Deus das Sabedorias
El Elah - Todo Poderoso
El Elhôhê Israel-
 Deus de Israel
El-Elyon (עליון אל)-
 Deus que faz pacto ou aliança
El-Ne'eman -
 Deus de graça e misericórdia
El-Nosse -
 Deus de compaixão
El-Olan (םאל על)-
 Deus eterno, da eternidade
El-Qana - Deus zeloso
El Raí - O Deus que tudo vê
El-Ro'i - Deus que vê (da vista)
El-Sale'i - Deus é minha rocha, o meu refúgio
El-Shadday (שרי על)- Deus Todo-Poderoso
Eliom - Altíssimo
Elohim – (plural) (אלחים)- Deus; Criador "implícito o poder criativo e a onipotência"
Eloah – (singular) (ה׀לא)- Deus; Criador "implícito o poder criativo e a onipotência"
Gibbor - Poderoso
Há'Shem – (השם)- O Nome - Senhor - o mesmo que YHVH
(mais usado no Judaísmo) Kadosh - Santo
Kadosh Israel - Santo de Israel
Malakh Brit - O Anjo da Aliança
Maor - Criador da Luz
Margen - Protetor
Mikadiskim - Que nos santifica
Palet - Libertador
Rofecha - Que te sara
Salvaon - Senhor Todo-Poderoso
Shadday (שרי) - Todo Poderoso
Shaphatar - Juiz
YHWH – (יהוה) - Tetragrama; o nome impronunciável de Deus; quase sempre traduzido por
 Senhor.
Yahweh - tentativa de pronúncia do Tetragrama
YHWH (Ha'Shem) El Elion Norah - O Senhor Deus Altíssimo é Tremendo
YHWH (Ha'Shem) Elohêkha - O Senhor teu Deus
YHWH (Ha'Shem) Elohim – (יהוה אלהים) - Senhor (criador) de todas as coisas
YHWH (Ha'Shem) Hosseu - O Senhor que nos criou
YHWH (Ha'Shem) Yaser - O Senhor é Reto
YHWH (Ha'Shem) Yireh – (יהוה ידח) - O Senhor proverá – Deus proverá
YHWH (Ha'Shem) Nissi – (יהוה נסי) - O Senhor é a Minha Bandeira
YHWH (Ha'Shem) Rafah – (יהוה דפה) - O Senhor que te sara
YHWH (Ha'Shem) Sebaoth – (Sebhãôth) – (יהוה צכאח) - Senhor das Hostes Celestiais
YHWH (Ha'Shem) Shalom – (יהוה שלום) - O Senhor é Paz
YHWH (Ha'Shem) Shammah – (יהוה שמה) - O Senhor está presente; O Senhor está ali
YHWH (Ha'Shem) Sidkenu – (יהוה צדקנו) - Senhor Justiça nossa; O Senhor é a nossa Justiça.


domingo, 17 de março de 2013

SALVANDO O INIMIGO


 "Portanto se teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber [...] Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem" (Rm. 12:20-21).

   O inverno rigoroso castigava os habitantes da pequena Asperen, Holanda. Estávamos no perigoso século XVI, definido pelo eminente humanista Erasmo como "o pior século desde Jesus Cristo". O vocábulo tolerância não era muito comum nesta época.
   Dirk Willems havia se convertido à fé cristã e se ajuntado aos anabatistas. Sua disposição em negar a autoridade papal e os sacramentos da igreja romana (inclusive o batismo infantil) atraíram sobre si ódio e perseguição. Confiscos, torturas e mortes na fogueira não eram incomuns para àqueles que eram tachados de hereges pelo clero católico. Os países baixos estavam entre àqueles que mais tiveram seu chão manchado pelo sangue dos mártires no século XVI.
 Certo dia Willems se viu perseguido por alguém. Ele correu desesperadamente para salvar sua vida. Procurou se afastar o máximo possível daquele que poderia lhe prender e entregar às autoridades. Se fosse agarrado, fatalmente seria torturado e morto. Isto se não negasse sua própria fé, o que não estava em seus planos.
  De repente, o anabatista Willems se deparou com um lago. As baixas temperaturas o haviam congelado. Ele, então, decidiu atravessá-lo. Era sua única chance de escapar do perseguidor. Ele se agarrou a ela. Talvez pensou que seu algoz recuasse, temendo por sua própria vida.
    No entanto, não foi isso que aconteceu. O perseguidor também entrou lago pisando sobre as inseguras camadas de gelo. Willems, então, ouviu um forte estalo atrás de si. O gelo havia cedido e o seu perseguidor havia afundado nas águas geladas do lago. Em pouco tempo ele certamente morreria congelado. O que fazer? Seria um livramento de Deus para a sua vida? O Senhor estava punindo àquele que perseguia um dos seus? Não sabemos se ele teve estes pensamentos. Estas perguntas não têm respostas fáceis. Mas sabemos de sua atitude. Willems voltou e, correndo o risco de também afundar no lago, retirou das águas o seu caçador.
  Não temos detalhes, mas sabemos que Dirk Willems foi entregue às autoridades pelo homem que ele salvou. Foi interrogado, torturado e morto na fogueira em 16 de maio de 1569. Sua história se tornou um exemplo de fé e amor cristão para todas as épocas.
   Talvez nunca estivemos em uma situação limite como a de Willems. Mas, certamente já estivemos em outras em que o nosso amor foi posto à prova. Como tratamos àqueles que nos fizeram mal, àqueles de quem discordamos com veemência? Certamente, o sangue de Willems ainda nos fala.

  por George Gonsalves    



sábado, 16 de março de 2013

Bíblia de Estudo Scofield


Bíblia de Estudo Scofield Auxílio Para Entender as Escrituras

Bíblia de Estudo Scofield une uma excelente versão das Escrituras ao popular método de estudo da Bíblia inicialmente apresentado pelo Dr. C. I. Scofield, em 1909. As notas neste método de estudo da Bíblia continuam com as mesmas doutrinas sustentadas pelo Dr. Scofield. Elas incluem a inspiração verbal e plenária e a inerrância das Escrituras, a existência de um Deus em três pessoas – Pai, Filho e Espírito Santo –, o nascimento virginal e a divindade de Cristo, sua morte substitutiva, ressurreição física e ascenção, sua iminente volta para buscar sua noiva, a Igreja, seu regresso visível e premilenar à terra, a bem-aventurança eterna dos redimidos e o castigo eterno dos perdidos. As notas da presente edição são uma adaptação em linguagem moderna realizada pelo comitê revisor em 1967.
Bíblia de Estudo Scofield ocupa um lugar único entre as publicações concebidas para auxiliar às pessoas a entender as Escrituras. Sua popularidade e utilidade se devem tanto às circunstâncias históricas que cercaram sua publicação e posterior revisão, como também aos vários e importantes assuntos doutrinários que compreende. A história da Bíblia Scofield é fascinante e pode proporcionar a todos que a usarem um maior entendimento de seu conteúdo, de como usá-la e como estudar a Bíblia em geral. A razão é que a própria história da Bíblia Scofield está ligada a importantes desenvolvimentos em estudos bíblicos, pregações e ensinamentos. Na verdade, ela surgiu do profundo estudo da Bíblia por parte de um indivíduo e foi concebida como auxílio para permitir que outros compreendam a Bíblia por si sós. Como a primeira Bíblia de estudo de seu tipo, ela alcançou seu objetivo de maneira que o seu primeiro compilador provavelmente nunca imaginou.
A partir da primeira edição, o objetivo da Bíblia de Estudo Scofield tem sido ajudar o estudante da Bíblia a considerar as Escrituras como um todo. A Bíblia Scofield afirma doutrinas históricas como a divindade de Jesus Cristo, a realidade dos milagres e a salvação pela graça por meio da fé. No entanto, também reflete uma perspectiva da atividade de Deus na história humana, tal como está revelada nas próprias Escrituras. Para entender a totalidade da Bíblia, é crucial crer no caráter progressivo do relacionamento de Deus com a humanidade. As relações que Deus estabelece com as pessoas estão fundamentadas em alianças e vão se revelando por meio de alianças, que ligam a vida humana com a redenção divina. Grande parte do material de estudo nessa edição corresponde à análise dessas alianças e a sua relação com a obra de Cristo.
Além disso, a Bíblia de Estudo Scofield distingue as dispensações, algo que demonstra ainda mais a natureza progressiva da maneira como Deus trata com a humanidade. As dispensações estão associadas com períodos em que as pessoas foram submetidas a provas específicas e variadas de sua obediência a Deus, do começo ao final da história humana. Mesmo que nem todos os estudantes da Bíblia estejam de acordo com cada detalhe do sistema dispensacional apresentado nesta Bíblia de estudo, de modo geral é admitido que a distinção entre a lei e a graça é básica para compreender o programa divino das eras, sempre que se compreender com clareza que: 1) por meio das Escrituras, há somente uma maneira de salvação, ou seja, pela graça por meio da fé; 2) não pode haver limites estritos quanto ao término de cada dispensação, pois existe certa sobreposição ente elas; e 3) a economia divinamente transmitida pode continuar depois de haver sido concluído o período de prova específico. Para essa perspectiva da Escritura é essencial o regresso premilenar de nosso Senhor e os aspectos da profecia bíblica relacionados com esse evento.
ScofieldCyrus Ingerson Scofield nasceu em Lenawee, Michigan, Estados Unidos. Depois de prestar serviço militar no Exército da Confederação, pelo que recebeu a Cruz de Honra, estudou leis no escritório de uma firma de Saint Louis. Quando Scofield tinha vinte anos, o presidente Ulisses S. Grant o designou Fiscal dos Estados Unidos para o estado de Kansas.
Enquanto praticava advocacia em Saint Louis, foi confrontado com a mensagem do evangelho e recebeu a Cristo. Imediatamente começou a dedicar-se a um profundo estudo das Escrituras. Indubitavelmente, estava sendo preparado para o futuro trabalho de consolidar um sistema de estudo bíblico pessoal numa ferramenta fácil de ser utilizada.
Depois de sua conversão, Scofield prestou serviço cristão ativo de modo contínuo, primeiro como obreiro entre trabalhadores ferroviários em Saint Louis e, depois, como pastor em Dallas e em Northfield, Massachusetts.
Após servir como ministro do evangelho por mais de vinte anos, Scofield inciou um intenso período em que estudava e escrevia, tanto nos Estados Unidos como na Europa, a fim de compilar um sistema unificado de estudo da Bíblia que servisse como veículo para as grandes verdades da Escritura que ele considerava cruciais para a fé e o serviço. O sistema de estudo idealizado por Scofield resultou na publicação da Bíblia de Estudo Scofield, uma ferramenta útil e eficaz para a correta compreensão das Escrituras. 

A Confusão Evangélica Diante do Antigo Testamento


A igreja evangélica brasileira é uma das mais dinâmicas e criativas do mundo. Por essa razão seu crescimento tem sido extraordinário. Todavia, uma igreja jovem e efervescente tem dificuldades de doutrinar e discipular seus novos membros. Essa é uma realidade na igreja brasileira.
É notório que o uso do Antigo Testamento na prática e na liturgia eclesiástica brasileira tem crescido de maneira substancial. Principal no contexto do louvor e da adoração a ênfase vétero-testamentária é mais do que expressiva. E como percebeu Lutero, a teologia de uma igreja está em seus hinos. Afinal, o que está acontecendo? Para onde estamos indo?
Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que o Antigo Testamento representa um fascínio para o povo brasileiro. É repleto de histórias concretas, circunscritas na vida real do povo, no cotidiano de gente comum. É muito mais fácil emocionar-se com uma narrativa como a de Jonas ou de Davi do que acompanhar o argumento de Paulo em vários textos de Romanos. Além disso, o povo brasileiro tem pouca história e raízes muito recentes. O Antigo Testamento, com a rica história do povo de Israel, traz uma espécie de identificação com o povo de nosso país. Talvez isso explique porque tantos brasileiros evangélicos queiram ou procurem ser mais judeus. Em terceiro lugar, devemos considerar a realidade de que a igreja evangélica brasileira quase não tem símbolos ou expressão artística. A maioria dos símbolos cristãos históricos (catedrais, cruzes, etc.) tem identificação católica na realidade nacional. Assim, os evangélicos buscam símbolos para expressar sua fé, e acabam geralmente escolhendo símbolos judaicos ou vétero-testamentários (menorá, estrela de Davi, e etc.).
Este encontro brasileiro-judaico tem muitas facetas positivas: Retomamos uma alegria comemorativa da fé, trazemos a verdade espiritual para a realidade concreta, dificilmente teremos uma igreja anti-semita, enxergamos necessidades sociais e políticas pela força do Antigo Testamento. Todavia, também estamos andando em terreno perigoso e delicado. Algumas considerações são importantes para que a igreja brasileira não perca o rumo por problemas de ordem hermenêutica. Aqui vão algumas sugestões:
1. Nem todo texto bíblico do Antigo Testamento pode ser visto como normativo
A descrição da vida de um servo de Deus do Antigo Testamento não é padrão para nós sempre. Quando Abraão mente em Gênesis, a descrição do fato não o torna uma norma. A poligamia de Salomão, a mentira das parteiras no Egito e o adultério de Davi não podem servir de desculpas para os nossos pecados.
2. Não podemos cantar todo e qualquer texto do Antigo Testamento
É preciso observar quem está falando no texto bíblico. Sem observarmos quem fala, tiraremos conclusões enganosas. Isso é fundamental para se entender o livro de Eclesiastes. No caso de Jó 1.9-10, por exemplo, temos registradas as palavras de Satanás. Isto é fato até no caso do Novo Testamento (veja Jo 8.48).
3. Devemos ensinar que muito da teologia do Antigo Testamento foi superada pelo Novo Testamento
Jesus deixou claro que estava trazendo uma mensagem complementar e superior em relação à antiga aliança. Se não entendermos isto, voltaremos ao legalismo farisaico tão questionado por nosso Senhor. Textos como Números 15.32-36 revelam um exemplo daquilo que não tem mais valor na prática da nova aliança. Todos os elementos cerimoniais da lei não podem mais fazer parte da vida da igreja cristã, pois apontavam para a realidade superior, que se cumpre em Cristo (Cl 2.16-18). Sábados, festas judaicas, dias sagrados, sacrifícios e outros elementos cerimoniais não fazem parte da prática cristã neo-testamentária.
4. Antes de pregar ou cantar um texto do Antigo Testamento é preciso entendê-lo
Nem sempre é fácil entender um texto do Antigo Testamento. Muitos textos precisam ser bem estudados, compreendidos em seu contexto e em sua limitação circunstancial e teológica. Veja por exemplo o potencial destruidor do mau uso de um texto como o Salmo 137.9. Se o intérprete não entender que o texto fala da justiça retributiva divina dada aos babilônios imperialistas, as crianças da igreja correrão sério perigo!
5. Devemos ensinar que vingança e guerra não são valores cristãos
Jesus ordenou que devemos amar até mesmo aqueles que nos odeiam. A justiça imprecatória não faz parte da teologia do Novo Testamento. Há vários salmos que dizem isso, mas tal realidade compreende-se no contexto do Antigo Testamento e não pode ser praticada na igreja cristã. Não podemos cantar “persegui os inimigos e os alcancei, persegui-os e os atravessei” (Sl 18.37.38), quando o Senhor Jesus ordena que devemos perdoar e amar os nossos inimigos (Mt 5.44-45). Hoje já existe até gente “amaldiçoando” outros em nome de Jesus! Teremos o surgimento de uma “violência cristã”?
6. Enfatizemos a verdade de que a adoração do Novo Testamento é superior
O Novo Testamento nos ensina que a adoração legítima independe de lugar, de monte, de cidade e de outros elementos materiais (Jo 4). Jesus insiste em afirmar que Deus procura quem “o adore em Espírito e em verdade”. A tradição evangélica sempre louvou a Deus por seus atos e atributos. Atualmente estamos cada vez mais enfatizando “o monte santo”, “a cidade sagrada”, “a casa de Deus”, “a sala do trono”. Nós somos o “templo de Deus”. Os elementos materiais pouco importam na adoração genuína. É preciso retomar o caminho correto.
7. Devemos ensinar que ser judeu não torna ninguém melhor do que os outros
Alguns evangélicos entendem que “ser judeu” ou “judaizado” os torna de alguma forma “espiritualmente melhor”. O rei Manassés, Anás e Caifás eram judeus! Já há quem expulse demônios em hebraico! Em Cristo, judeus e gentios são iguais perante Deus. Na verdade “não há judeu nem grego” (Gl 3.28) na nova aliança. A igreja cristã já pecou por seu anti-semitismo do passado. Será que irá pecar agora por tornar-se judaizante? Devemos amar judeus e gentios de igual modo. Além disso, podemos e devemos ser cristãos brasileiros. Não precisamos nos tornar judeus para ter um melhor “pedigree” espiritual.
Luiz Sayão


sexta-feira, 15 de março de 2013

Como Satanás poderia apresentar-se diante de Deus, se ele tinha sido expulso do céu?


Jó 1:6 declara que num dia os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, e que "veio também Satanás entre eles". Entretanto, isto implica que Satanás tinha acesso ao trono de Deus, contrariamente ao que se declara, ou seja, que ele tinha sido expulso da presença de Deus no céu (Ap 12:7-12).

Percebe-se que Satanás tem frequente acesso ao céu (Jó 1:16; 2:1). Aqui o nome Satanás (v.6) é precedido de artigo no original e certo tradutor traduz "o adversário". Aparece como o cínico supremo da corte celestial. Porém, pode-se notar que todas as suas ações são limitadas e não pode fazer qualquer coisa contra os santos de Deus sem a permissão deste (Jó 1:12). Na ocasião Satanás acusa Jó e apresenta-o como egoísta, sem que nada lhe importe, a não ser pelo seu bem estar e segurança. Desta mesma forma o povo de Deus e os seus caminhos são frequentemente e de forma falsa acusados pelo diabo e seus agentes. Graças a Deus que nem os homens nem o diabo sejam nossos juízes, mas unicamente o Senhor que nunca erra!

Satanás tinha sido oficialmente expulso do céu, contudo, na verdade, ele ainda continuava tendo acesso à presença de Deus. Em várias partes das Escrituras encontramos que Satanás tem acesso à presença de Deus com o fim de acusar os santos. Em Zacarias 3:1-2 temos a visão de Josué diante do Anjo do Senhor e com Satanás à sua direita para acusá-lo. Novamente aqui o nome de Satanás aparece com o artigo (heb. hassatan, o adversário). Ele, o adversário, intervém para acusar o sacerdote Josué.

Apocalipse 12:10 identifica Satanás como o acusador dos irmãos: "...o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus". Aparentemente, como "o príncipe da potestade do ar" (Ef 2:2), Satanás tem tido a oportunidade de comparecer perante Deus com o propósito de acusar de pecado os filhos de Deus.

E é isso o que ele fez contra Jó, tanto em Jó 1:6 como em 2:1.

Bibliografia:
GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999. 
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico do Antigo Testamento. 4ª Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
DAVIDSON, F. O Novo Comentário da Bíblia. 3ª Ed. São Paulo: Ed. Vida Nova, 1990.


quinta-feira, 14 de março de 2013

O entendimento dos humildes supera toda falta de entendimento dos sábios.


A arrogância nos tira da presença de Deus; Quando admitimos que não sabemos nada, Deus vem e derrama mais d’Ele. Ele nos ensina quando reconhecemos que nada sabemos. Nós não temos que fazer cara de unção e sim viver uma verdade que é Jesus.
João Batista vestia pele e cinto de carneiro, se alimentava com mel e gafanhoto, e se tornou um homem de Deus quando foi preparado no deserto para pregar a palavra de Deus e denunciar os pecados do povo.
Jesus teve uma vida de constante entrega.
Moisés tinha uma fila imensa para ministrar pessoas.

Mateus 17: 10 - 13 / Malaquias 4: 1 – 6
Malaquias estava recebendo uma revelação de Deus para o futuro. Elias já tinha vindo.
O povo dizia que Elias iria fazer justiça e que Elias restauraria o caminho, mas na verdade era João Batista que viria e o povo dizia que era Elias.
Mas isso não quer dizer que João Batista era a reencarnação de Elias, pois se fosse, Deus nos revelaria.
Jesus tipifica a Adão, através de Adão o pecado entra no mundo e através de Jesus o pecado é lavado e remido.
Elias tipifica João para fazer com que as obras de Deus fossem restauradas.
O pecado gera juízo e o juízo gera massacre do povo. Acabe marido de Jezabel traz injustiças e por isso o povo estava sendo massacrado.
João Batista – tipo Elias – se levanta para falar de Herodes que estava em pecado e por denunciá-lo, a esposa pede a sua cabeça. O que João fez foi declarar o caminho de Jesus para fazer justiça.
Só vamos entender a geração Eliseu se antes entendermos quem foi Elias. Se entendermos João, entenderemos Jesus.
João Batista era o tipo de cristão posicionado. É preciso preparar o caminho e denunciar o pecado, pois temos sido tolerantes. Convivemos com o pecado achando que não iremos nos corromper, mas na verdade estamos nos contaminando aos poucos.
Recebemos uma responsabilidade que é a de Cristo e do Reino. Existem aqueles que estão se posicionando e buscando essa responsabilidade de Deus em anunciar a palavra. João Batista era o maior nascido de uma mulher, ele não trouxe revelação do futuro, ele preparou o caminho.
Daniel trouxe revelações do futuro...
Endireitai os vossos caminhos, arrependei-vos raça de víboras era o que João anunciava. Falar a verdade pode nos levar para a cadeia, mas falar o que é certo e o que é errado é uma questão de postura.
Deus nos deu 70 dias para preparar a igreja, bater uma revista e ver como ela está, pois Ele não quer ver uma igreja suja.
João Batista não fazia média, ele vivia a verdade. Quantas vezes envergonhamos o evangelho porque esvaziamos. O povo perece por falta de conhecimento, mas também de posicionamento.
Quando deixamos de viver a santidade, deixamos de viver a plenitude de Deus e aí todo tipo de pecado começa a entrar na nossa casa, adultério, pornografia, drogas...QUANDO DEIXAMOS DE SE POSICIONAR!
O que nos diferencia de João é a vida contínua na presença de Deus. Pecou então se conserte na hora, pois é preciso uma busca contínua.
Evangelho de verdade é o que as pessoas têm que ver em nós, no trabalho, em casa, na faculdade. É uma conversão diária. Jesus está perto de voltar e teremos que prestar contas da igreja, das obras feitas. O mundo hoje está como está escrito na bíblia. Ao mesmo tempo em que estamos na igreja buscando pela presença de Deus, tem aqueles que estão nas baladas. É preciso ter a verdade da plenitude de Deus em nossos corações, tem que começar em nós. Deus nos convida para viver essa plenitude. E não permitir que o mundo nos corrompa.
Aquele que ama sua vida, perdê-la-á.
Aquele que perde a sua vida achá-la-á.
Dentro da igreja você tem que morrer. Temos que sair da igreja triste e não com um sorriso no rosto, pois igreja é lugar de confronto, onde podridões são expostas, para que haja arrependimento. É preciso querer ser transformado.
Nicodemos não entendeu que era preciso nascer da água e do Espírito. Tem que morrer. Você morre para o que acha e para a sua memória, e começa como um bebê, aprendendo uma nova realidade. É preciso entender que somos um trapo sem Jesus.
É preciso ser apaixonado por Jesus, ser confrontado, para querer morrer. Quanto mais morto pra si, mais vivo está para Deus.
Morrer deve ser maior que o desejo de viver.
Morrer deve ser maior que o desejo de sorrir.
Tem que começar a ser um desejo interno.
João Batista confronta Herodes, sem que ele fosse judeu, ele estava tão morto para si que não temeu a morte. Paulo diz que morrer é lucro e viver é Cristo. Temos que morrer para nascer de novo.Um cristão foi criado para ser um bom líder, ter uma boa posição e não está ainda porque ainda está vivo.
Deus quer filhos com aliança, comprometidos com a palavra.
Temos que ser mais humildes.
Toda campanha que você faz para conquistar coisa é um sinal de que você ainda está muito vivo. Cristão tem que ter carro do ano sim, ser próspero sim, mas antes tem que estar morto.

Mateus 3: 7 – 10
Essa era a mensagem que João pregava.
Frutos dignos de arrependimento = Tirar as máscaras.
No batismo daquela época, as pessoas confessavam os seus pecados em voz alta, e isso mostrava o arrependimento verdadeiro deles. Hoje, não é assim, pois o medo de não ser aceito socialmente e o que as pessoas vão pensar ainda é maior. Mas quem está arrependido não está preocupado se as pessoas sabem ou não.
Os fariseus estão com os dias contados.
Os falsos pastores estão com os dias contados.
O machado já está sobre a raiz.

Deus abençoe!
Pr. Eduardo Glavina