domingo, 5 de maio de 2013

Levitas ainda existem?


Respondendo a uma pergunta que me foi feita recentemente sobre a terminologia Levita. Para responder essa questão separei alguns tópicos que jugo ser importante:

1. Os Levitas eram os membros da tribo de Levi, um dos doze filhos de Jacó. Segundo Deuteronômio 10:8-9, trata-se de uma tribo separada, sem local físico próprio, "nômades", e que tinham uma característica no minimo curiosa, eles não desfrutaria da herança, ou seja, eles não desfrutariam da terra prometida. Isso por que eles tinham o maior privilégio, pois eram responsáveis por carregar a arca da aliança do Senhor, para estar perante o Senhor a fim de ministrar e pronunciar bênçãos em seu glorioso nome.

2. Além de carregar a arca da aliança, os levitas tinham que servir no santuário (Nm 3.6; 1Cr 15.2) ajudar nos sacrifícios (Jr 33.18,22), na recepção do Templo (Nm 3.38; 2Rs 12.9) e ainda, ensinar a lei (Dt 31:9).


"Nesse tempo o Senhor separou a tribo de Levi para levar a arca da aliança do Senhor, para o servir, e para abençoar em seu nome..." (Dt 10.8)

Tendo dito isso, acredito ser mais fácil responder a questão inicial. Levitas, ainda existem?

Não. Vivemos no pacto mais nobre, no pacto da graça, na era de Cristo, onde ELE é o único caminho que nos leva ao Pai. 

A Bíblia nos diz em João 1:12 o seguinte: "Mas, a todos quantos o [Jesus] receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus". Sendo assim, entendo que não temos mais intermediadores entre o homem pecador e Deus que não seja o filho, Jesus Cristo.

Tendenciosamente, alguns líderes religiosos construíram o hábito de resgatar símbolos e nomenclaturas do Antigo Testamento, e o termo "Levitas" vem acompanhado dessas tendências, o que me preocupa, pois lemos uma advertência sobre essa prática no livro de Hebreus. 

Além disso, essa tendência nunca respeita o contexto histórico. Imagino que seja apenas por questão de conveniência. 

Como sabemos, o termo levita em nossos dias é utilizado especificamente aos músicos da Igreja, curiosamente, na época da instituição dos levitas, eles não tinham como função, a música. Essa função só começou com Davi, e pode ser observado em 1 Crônicas 15:16.

O músico na Igreja não é levita, assim como a música não é adoração em si só.

Para que um músico seja levita, é necessário que ele obrigatoriamente seja da Tribo de Levi, seja o responsável por carregar a Arca da Aliança (O que não temos mais), sirva no santuário, ajude no recolhimento dos sacrifícios, ajudem na recepção do templo e ensine a Lei. Além disso o levita deve ter a consciência que a promessa de Deus não está o alcançando.

Portanto, afirmo que a luz das escrituras, não existem mais os Levitas.








sexta-feira, 3 de maio de 2013

Por que Jesus é chamado nazareno se ele nasceu em Belém da Judeia?


De fato Jesus nasceu em Belém (Mateus 2,1; Lucas 2,4), a cerca de 100 quilômetros de Nazaré.Porém, como sublinha a narração evangélica (veja Lucas 2), José era de Nazaré e, por causa de um censo, encontrava-se, com Maria, em Belém, quando Jesus nasceu.Se buscarmos “Nazareno” na Bíblia, aparece 17 vezes (Almeida), nos evangelhos e em Atos. O grego usa “nazoraios” (Mateus, João e Atos) e também “nazarênos” (em Marcos e Lucas, que usa também “nazoraios”). Nazaré também aparece diversas vezes e o vocábulo grego usado é “Nazaret”. Basicamente Jesus é apelidado de “Nazareno”. Também os primeiros cristãos eramchamados assim pelos judeus. No mundo grego prevaleceu o adjetivo “cristão” para designar os seguidores de Jesus.
Normalmente se identifica o adjetivo “nazareno” ao nome da localidade onde teria vivido Jesus com sua família, antes de sua missão pública. Há algumas hipóteses, baseadas sobre tudo em Mateus 2:23, que defendem outra origem para esse adjetivo.O texto de Mateus diz: “E chegou, e habitou numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito pelos profetas: Ele será chamado Nazareno.” Não sabemos a qual oráculo profético Mateus se refere. Alguns pensam em (Isaías 11:1) onde o profeta usa “neçer” (rebento), ou em Isaías 42:6 e 49:8, onde é utilizado o vocábulo “naçar” (guardar), do qual deriva “naçur” (o resto).Vejamos que a palavra Belém significa "a casa do pão". E como percebemos, o nome da cidade é bem apropriado, já que, como nos ensina a Igreja, Cristo é o Pão Vivo que desceu dos céus.
Há algumas hipóteses alarmistas que falam que Nazaré nem existia e que por tanto “Nazareno” teria a ver com “nazireu”, pessoas que faziam um voto a Deus. Os testemunhos históricos são inúmeros e confirmam a existência da cidadezinha da Galileia. Provavelmente, no tempo de Cristo, era um lugar pequenino. Os cristãos, contudo, há muito tempo visitam o local e recordam ali a vida da infância e juventude de Cristo. Isso foi confirmado pelas descobertas arqueológicas feitas nos anos 60, quando foi construída a atual basílica da anunciação. Creio que não há suficiente argumentação para questionar a ligação de “Nazareno” com “Nazaré”. Aquilo que poderíamos aceitar é o uso do adjetivo, por parte de Mateus, para sublinhar o aspecto messiânico de Jesus, anunciado pelos profetas.
Para entender a profecia a qual Mateus se refere é preciso fazer uma analise exegética de (Zc 3.8), e estudar o termo RENOVO ali está a resposta, confirmando que Ele seria chamado o nazareno.Um aparente problema do texto mencionado é a afirmativa que apos retorna do Egito Jose passou a habitar em Nazaré, quando outro relato afirma que ele já habitava em Nazaré antes do nascimento do Messias. O autor inspirado se refere a uma profecia do AT, mas que não é encontrada nele. Lembremos que há livros citados na bíblia que hoje nem existe vestígios deles que seriam  importantes no nosso Canon hoje. Esses dois fatos, aparentemente  contraditórios, são temas de discórdia em muitos estudiosos com relação a veracidade do texto bíblico. Não vejo desta forma, o autor citou a profecia do AT mas não cita a fonte. Poder ter sido num destes livros perdidos, mas temos outras passagens que se harmoniza com o mesmo.

Por que Jesus nasceu em Belém?

A explicação tradicional é que houve um censo e, como José era da família do rei Davi, precisou ir até a cidade onde aquele rei tinha nascido, Belém, para cumprir formalidades legais. Na verdade, essa não foi a causa e sim o meio que Deus usou para que Jesus nascesse naquela cidade. Tanto é assim, que já havia uma profecia muito antiga, feita cerca de 700 anos antes por Miqueias 5:2, dizendo que dela viria o Messias: "E tu, Belém Efrata, pequena demais... de ti sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade."

Por  que Jesus era chamado "Nazareno" e não " Belemita"?

Naquela época, as pessoas eram identificadas, para evitar homônimos, também pelo nome do pai e por uma profissão (como "Jesus, filho de José, o carpinteiro”). Às vezes era usado o local onde a pessoa tinha nascido (como Maria de Magdala, ou Magdalena).Mas Jesus ficou conhecido como "Nazareno", pois embora tenha nascido em Belém, foi criado em Nazaré, pequena vila da província romana da Galileia. Por isso também era chamado de "Galileu".Tudo isso reforça o fato de que Jesus nasceu em Belém apenas por uma circunstância, mas não tinha qualquer identidade com aquela cidade.O imperador César Augusto tomou uma decisão política em Roma, bem longe de Israel e sem ter a mínima noção das profecias bíblicas –decretando um recenseamento do povo.
Essa decisão política obrigou José, juntamente com Maria, que estava no final da gravidez, a irem até Belém para se registrarem no censo populacional. Em Lucas 2:4 lemos que José era “da casa e família de Davi”. Portanto, era em Belém (a “cidade de Davi”) que ele tinha de se registrar. Chegando lá, Maria logo deu à luz ao Filho de Deus. É o que podemos chamar de “tempo de Deus”! O Senhor, em Sua onisciência e onipotência, usou a política secular e um de seus líderes para fazer cumprir Suas profecias e para concretizar as previsões de Sua Palavra. É fácil identificar a origem do nome Jesus, que deriva de yeshua (traduzido para o grego Iezous). Também existe a possibilidade de que venha do hebraico Yesu, uma abreviação de Yehochua, que foi o grande herói bíblico Josué, sucessor de Moisés.
Já para a origem da palavra nazareno  não existem tantas informações. Jesus não poderia ser um nazareno, pois na época em que ele viveu, a cidade de Nazaré não existia, como foi provado por historiadores em 1920, ou logo um vilarejo tão pequeno que ate foi esquecido de nomear na lista das tribos de zebulon. Para atestar este fato, basta examinar o Antigo Testamento (Js 19. 10-15) onde encontramos uma lista de todas as tribos de Zabulon, mas nenhuma menção de Nazaré.No Talmude, existe uma referência de 63 cidades da Galileia sem mencionar Nazaré uma única vez. Qual a explicação possível?
Uma das possibilidades é que Jesus tenha sido chamado de nazareno por "estar à serviço de Deus", já que a palavra nazareno vem do aramaico Nazar, que significa "observar, colocar-se à serviço de Deus".Também é quase certo que Nazaré não fosse uma cidade, mas sim, uma ramificação dos essênios, uma comunidade que vivia de maneira bastante organizada, dedicando-se ao trabalho e ao estudo, demonstrando um extraordinário interesse pelos escritos antigos, que proporcionavam ao grupo muito equilíbrio na comunidade.É possível que os essênios tenham constituído as primeiras comunidades cristãs, sendo citados pelo Talmude como "nozaris". Para alguns estudiosos, os essênios foram considerados os primeiros precursores do cristianismo primitivo. João Batista também era um nazareno, um profeta, uma pessoa à serviço de Deus, cuja missão era batizar, não para que os filhos de Deus obtivessem a salvação, mas para que seus corpos espirituais e físicos fossem curados.
De acordo com Flávio Josefo, a seita dos nazarenos existia às margens do Rio Jordão, cerca de cento e cinqüenta anos antes do nascimento de Jesus.
Jesus viria do Egito
A Bíblia não apenas profetiza que Cristo nasceria em Belém  mas também diz que Ele viria do Egito. No oitavo século antes de Cristo, outro profeta anunciava em Israel a respeito do vindouro Messias: “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho” (Os 11.1). Os comentaristas judeus aplicavam essa profecia a Israel e ao Messias, o que se torna bem evidente conhecendo o contexto do Novo Testamento. Mas como ela se  cumpriu, como foi que Jesus, ainda menino, veio do Egito? A maioria de nós conhece a história da matança dos meninos judeus em Belém ordenada pelo infanticida rei Herodes, que via seu trono ameaçado pelo nascimento de Jesus. A Bíblia diz a esse respeito: “Tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para  o matar. Dispondo-se ele, tomou de noite o menino e sua mãe e partiu para o Egito; e lá ficou até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor, por intermédio do profeta [em Os 11.1]: Do Egito chamei o meu Filho” (Mt 2.13-15).
Os planos cruéis, egoístas e assassinos de um político mundano acabaram contribuindo para que a Palavra se cumprisse. Herodes pensava que aniquilaria os planos divinos, mas sua maldade apenas contribuiu para que as profecias se cumprissem literalmente.

Jesus, o Nazareno

Segundo minha contagem, Jesus é chamado de “Nazareno” pelo menos 18 vezes no Novo Testamento. Ele era conhecido como “Jesus de Nazaré”, pois tinha vivido ali por muitos anos. Quando morreu na cruz, sobre Sua cabeça estava afixada uma placa que dizia: “Este é Jesus de Nazaré, o Rei dos judeus”. O nome “Nazaré” origina-se da raiz hebraica “nezer”, que significa “broto”, “renovo” ou “ramo”. O profeta Zacarias anunciou o seguinte, 520 anos antes de Cristo, acerca do Messias de Israel: “E dize-lhe: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis aqui o homem cujo nome é  Renovo;ele brotará do seu lugar e edificará o templo do Senhor” (Zc 6.12). “Ouve, pois, Josué,  sumo sacerdote, tu e os teus companheiros que se assentam diante de ti, porque são homens de presságio; eis que eu farei vir o meu servo, o Renovo” (Zc 3.8). Jeremias proclamou o mesmo 80 anos antes de Zacarias: “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, a agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra”(Jr 23.5).
Quando Jesus veio, Ele foi o “Nazareno”, o “Renovo” do qual falavam as profecias. Mas como Jesus não apenas nasceu em Belém sem que seus pais residissem ali, veio do Egito por razões inacreditáveis e ainda pode ser chamado de Nazareno? Porque mais tarde Ele morou em Nazaré, confirmando uma vez mais as profecias, mostrando que elas se cumprem por razões às vezes bastante profanas. Herodes havia morrido, e José ainda vivia com Maria e o menino no Egito quando, através de um anjo, recebeu ordens de retornar à terra de Israel. Era óbvio que José desejava retornar à sua terra com sua família, mas quando ficou sabendo que Arquelau reinava no lugar de seu pai, ficou com medo. Arquelau era  um dominador de triste fama e muito cruel, que os romanos suportaram por apenas dois anos e depois o depuseram. Na realidade, quem deveria assumir o trono de Herodes na Judeia era outro de seus filhos, mas por um capricho pessoal, Herodes mudou seu testamento pouco antes de morrer e colocou Arquelau no poder. Para não se submeter ao seu domínio, José foi viver na Galileia na cidade de Nazaré, que estava subordinada a outro governante: “Tendo Herodes morrido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse-lhe: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel; porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino. Dispôs-se ele, tomou o menino e sua mãe e regressou para a terra de Israel. Tendo, porém, ouvido que Arquelau reinava na Judeia em lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá; e, por divina advertência prevenida em sonho, retirou-se para as regiões da Galileia. E foi habitar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito por intermédio dos profetas:
Ele será chamado  Nazareno” (Mt 2.19-23).



Mulher narra o drama de ser criada por pai homossexual


Com a finalidade de mostrar a influência negativa que as crianças sofrem quando são criadas por pais homossexuais, a canadense Dawn Stefanowicz publicou o livro  “Out from Under: The Impact of Homossexual Parenting”( Fora da escuridão. O impacto da paternidade homossexual), onde narra sua experiência de crescer em um lar com um progenitor gay.

“A pequena Cynthia Dawn -este é seu nome completo- nasceu em Toronto nos anos 60 em umas condições de grave mal-estar familiar e pessoal, em grande parte, ignoradas deliberadamente pelo mundo dos adultos, começando pelos seus professores”, explica um artigo escrito pela neuropsiquiatra infantil Caterina Saccà.

A menina, indicou, “sente-se traída afetivamente por um pai ausente, na busca contínua de relações homossexuais com casais de convivência ou ocasionais, e sem o cuidado adequado de uma mãe que, por sua vez, precisa de ajuda (devido à diabete). Cynthia entra em uma espiral de confusão e vergonha alimentada pela exposição direta e precoce a práticas de natureza explicitamente sexual”.

O texto difundido através da página Web familyandmedia.eu, narra que logo depois de cair em “um estado de destruição da personalidade e da dignidade humana”, Dawn conseguiu na vida adulta reconciliar-se com seu passado “complicado e traumático” graças a anos de terapia “e a profunda fé em Deus”.

“Somente depois da morte do pai -derrotado pela AIDS como muitos dos seus companheiros sexuais- e logo após da morte da mãe; esta mulher convertida com o passar dos anos em esposa e mãe de um menino e uma menina, teve a coragem de tornar pública sua terrível experiência, com o fim de ‘mostrar a todos como as estruturas familiares podem incidir negativamente no desenvolvimento das crianças’”, acrescentou o site.

Atualmente, divulgar seu testemunho se converteu para Dawn Stefanowicz em “uma batalha a favor do bem-estar dos filhos e da importância da família natural -instituição natural fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher- e contra a legalização das adoções e das uniões homossexuais”.

Nesse sentido, Saccà esclarece que “qualificar precipitadamente como homófobas, enganosas ou desleais, as argumentações que defendem a paternidade natural, além de ser reducionista, não contribui com elementos significativos de crescimento e de novidade em um debate destinado ao público, na ausência de uma mudança de rumo, para escorregar no pântano dos estéreis combates ideológicos”.

Sobretudo, indicou, a perita tendo em conta resultados como o da recente pesquisa realizada no Reino Unido pela agência ComRes , que mostra “como os mesmos gays e transexuais não consideram o matrimônio homossexual uma prioridade”. 

“Portanto, em vésperas de decisões destinadas indevidamente a reavivar a polêmica (…), chegam também testemunhos fortes como o de Dawn Stefanowicz, capazes de oferecer elementos concretos para a reflexão sobre a identidade e responsabilidade dos pais de família. São testemunhos que podem, ao menos uma vez, colocar-nos com os pés na terra”, finalizou.

Mais informações sobre o testemunho de Dawn Stefanowicz no site (em inglês):



quinta-feira, 2 de maio de 2013

Pastores, Divórcio e Novo Casamento


Afinal, qual a importância de um casamento sólido e duradouro para o ministério pastoral? Paulo escreveu que “é necessário que o bispo ... seja esposo de uma só mulher” (1Tm 3.2). Podemos interpretar essa passagem de duas ou três maneiras diferentes, mas todas elas, ao final, falam da necessidade de um casamento exemplar para os líderes cristãos. Creio que há vários pontos que podem ser mencionados aqui.

O primeiro é a paz e o sossego que um casamento estável oferece e que se refletem inevitavelmente na lide pastoral. O segundo ponto é o exemplo, para os filhos, se houver, e para os casais da igreja que pastoreia. Todos esperam que o casamento do pastor seja uma fonte de inspiração e exemplo. Casamentos que dão certo e duram a vida toda funcionam como uma espécie de referencial para os demais casamentos, especialmente se for o casamento do pastor.

O terceiro ponto é a questão da autoridade. Não era esse o receio de Paulo, que após ter pregado a outros não viesse ele mesmo a ser desqualificado? (1Co 9.27). Qual a autoridade de um pastor divorciado já pela segunda ou terceira vez para exortar os maridos da sua igreja a amarem a esposa e a se sacrificar por ela? Essa história aconteceu com um pastor que foi colega meu de seminário. Certo dia, falando na igreja sobre os deveres do marido cristão, sua própria esposa se levantou no meio do povo e disse, “É tudo mentira, ele não faz nada disso em casa!”. O pastorado daquele colega acabou ali mesmo.

Mas tem um quarto ponto. Pastores que já vão no segundo ou terceiro casamento estão passando a seguinte mensagem para os casais da igreja: “O divórcio é uma solução legal e fácil para resolver os problemas do casamento. Quando as coisas começam a ficar difíceis, o caminho mais rápido é o da separação e o recomeço com outra pessoa”. Essa mensagem é também captada pelos jovens, que um dia contrairão matrimônio já pensando no divórcio como a saída de incêndio.

Não que eu seja absolutamente contra o divórcio. Entendo que o divórcio é permitido naqueles casos previstos na Escritura, que são o adultério e a deserção obstinada (Mateus 19.9; 1Coríntios 7.15; ver Confissão de Fé de Westminster XXIV, 6). Sou contra a sua obtenção por quaisquer outros motivos, mesmo que fazê-lo seja legal no Brasil.

Fico me perguntando se, ao final, tudo isto, não é uma versão moderna e evangélica da velha poligamia. Como ela é proibida no Brasil e rejeitada por uma parte das igrejas, alguns pastores acharam esse meio de ter várias mulheres durante o seu ministério, embora não ao mesmo tempo, que é casar-se várias vezes em seqüência, com mulheres diferentes.

Hebreu Messianico

quarta-feira, 24 de abril de 2013

O Rei Davi e Jônatas tiveram um relacionamento homossexual?


Sempre houve um debate muito grande entre cristãos e homossexuais a respeito do que a Bíblia fala sobre homossexualidade. Aqueles textos bíblicos que falam sobre o assunto, condenando a prática, sempre foram rechaçados pelos homossexuais como sendo textos que não representam o pensamento de Deus sobre o assunto. Porém, nos últimos tempos temos visto muitos homossexuais procurando na Bíblia textos que possam apoiar suas práticas. Um dos textos que têm sido usados é o que fala a respeito de Jônatas, filho do rei Saul, e o rei Davi. Os dois textos mais contundentes usados para afirmar que Jônatas e Davi tinham um relacionamento homossexual são os dois abaixo:

“Sucedeu que, acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma. Saul, naquele dia, o tomou e não lhe permitiu que tornasse para casa de seu pai. Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma.” (1 Samuel 18.1-3)
“Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; tu eras amabilíssimo para comigo! Excepcional era o teu amor, ultrapassando o amor de mulheres.” (2 Samuel 1.26)
A pergunta é: Esses textos realmente demonstram que Jônatas e Davi tiveram um relacionamento homossexual e aprovam essa prática?
(1) Sendo o pecado da homossexualidade claramente condenado pela Lei (Lv 20.13; 18.22), caso Davi e Jônatas realmente tivessem tido uma relação homossexual, teriam seu pecado condenado, conforme estipulava a Lei, ainda mais considerando a natureza publica desse – considerado – “amor homossexual” retratado nos textos bíblicos acima. Vemos claramente essa realidade quando Davi foi punido por ter cometido adultério – que também era proibido pela Lei – e tentou manter isso oculto, mas foi desmascarado pelo profeta Natã (2 Sm 12.1-12) e recebeu a punição de Deus pelo seu erro. Assim fica claro que os textos não apontam para uma relação homossexual “apoiada” por Deus.
(2) Em 1 Samuel 18.1 vemos uma expressão usada pelos homossexuais pra dizer que o rei Davi e Jônatas tinha uma “amizade colorida”. O texto diz que “a alma de Jônatas se ligoucom a de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma…”.  Segundo eles essa expressão é clara e mostra algo “diferente” entre os dois. Mas será que essa expressão é um indicativo de que ali havia uma relação “homem com homem”? É evidente que não! Em primeiro lugar a palavra “ligou” usada nesse texto, no hebraico, é a mesma palavra usada em Gn 44.30 para expressar o relacionamento de amor (ligação) de Jacó para com seu filho Benjamim, ou seja, não era uma palavra comumente usada para indicar relacionamentos eróticos ou de homossexualidade. Foi usada na Bíblia para indicar uma ligação especial fraterna. Em segundo lugar, uma observação básica do contexto nos mostra que se trata de uma amizade verdadeira e forte. A leitura de todo o contexto da história desses dois homens de Deus mostra que Jônatas entendia claramente que seu pai Saul perderia o trono e que Davi era o escolhido do Senhor para reinar. Nesse sentido Jônatas mostra compromisso de amizade e lealdade ao futuro rei, mesmo ainda ele não sendo o rei empossado. (1 Sm 23. 15-18; 1 Sm 18.4-5; 1 Sm 20. 12-29;).
(3) A amizade entre Jônatas e o rei Davi não está contrária as indicações bíblicas sobre o exercício de amor ao próximo por ser relatada como intensa, pelo contrário, está dentro do padrão exigido pela Lei: “…mas amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Levítico 19.18). Esse é o padrão máximo do exercício do amor fraternal: Amar como se ama a si mesmo. Infelizmente em nosso tempo cheio de malícia e maldade, quando um homem exerce o amor para com seu próximo da forma que a Bíblia orienta, é taxado por muitos como sendo um homossexual “no armário”. Davi e Jônatas se amaram conforme a Lei e não em descumprimento da Lei tendo uma relação homossexual.
(4) Um outro argumento muito forte dos homossexuais está ligado ao texto onde Davi diz:Excepcional era o teu amor, ultrapassando o amor de mulheres.” (2 Samuel 1.26). Essa expressão “ultrapassando o amor de mulheres”, segundo os homossexuais, seria um indício de que havia ali uma relação homossexual. A minha pergunta é: Desde quando a relação homossexual ultrapassa o amor de mulheres? Onde está esse parâmetro? Quem o determinou? Fica claro que taxar essa declaração de Davi como sendo um indicio de homossexualidade é um grave erro de interpretação! Uma breve olhada no contexto mostra que Davi presta uma homenagem póstuma a Jônatas, que acabara de morrer. Davi destaca a  lealdade e compromisso de Jônatas para com Ele. Tal compromisso de Jônatas, para Davi, não era comparável nem ao amor de um relacionamento amoroso entre homem e mulher. É evidente que Davi não teve a intenção de colocar o amor de amigos como sendo superior ao amor conjugal hetero, mas o de destacar a impressionante abnegação de Jônatas para com ele, o que fez com que a amizade deles fosse especial, forte e única.
(5) O livro de provérbios destaca que existem amizades tão fortes que podem até superar o amor de irmãos: “O homem que tem muitos amigos sai perdendo; mas há amigo mais chegado do que um irmão.” (Provérbios 18.24). Era esse tipo de amor especial, forte, leal, compromissado que havia entre Jônatas e o Rei Davi, conforme os relatos bíblicos!
(6) Dessa forma concluímos que, qualquer tentativa de dizer que o rei Davi e Jônatas tinham uma relação homossexual, está contrária ao que os textos expressam, sendo uma tentativa de “forçar” o texto para que ele se enquadre em desejos e pensamentos humanos, o que é reprovável.


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Curso de Teologia Grátis em pdf e doc.


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segunda-feira, 15 de abril de 2013

VERDADEIRAMENTE LIVRES



Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8:31,32


A Palavra de Deus nos ensina que se alguém está em Cristo nova criatura é (2 Coríntios 5:17), nos revela também que somos chamados para sua maravilhosa luz (1 Pedro 2:9), ou seja, antes estávamos em trevas, sem Deus, vivendo de acordo com nossa própria vontade. Nossa condição inicial diante de Deus é de total depravação. Por causa da nossa natureza pecaminosa nossas escolhas eram tendenciosas ao pecado, em fim, sem a graça de Deus nossa condição é de pecador condenado a morte eterna. 

A vida humana sem a graça de Deus é uma vida de prisão ao pecado e a todo o mal que opera no mundo. Sem Deus é impossível que haja libertação. Não há salvação sem Cristo. Por isso lemos na Sagrada Escritura: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” (Atos 4:12). 

Então supondo que se alguém tem o desejo de ser liberto, Jesus precisa abrir seus olhos, como dito por Ele: “...Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem vejam...” (João 9:39). A porta de entrada para a libertação é Jesus e só há uma porta para este fim. Mas esta suposição de que o homem tenha algum desejo por Deus, por si só, é errante, visto que os homens estão inclinados ao pecado e prazerosos em cometê-los. Jesus disse: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer.” (João 6:44). De fato ninguém pode ir até Ele por vontade própria, é uma dádiva de Deus, sempre foi, é a perfeita graça do Senhor que nos move e nos constrange ao Seu eterno amor. 

Sabemos que não há Salvação sem a graça de Deus e libertos em Cristo temos agora a predisposição de andar na luz (Efésios 5:8), esta obra está perfeitamente ligada a sua graça, pois não há ninguém que consiga de fato se inclinar ao evangelho e vivê-lo, se o Espírito Santo não lhe encher de fé e convencimento para isto (João 16:7-12). 

Fé, eis um ponto importante. Não há liberdade sem fé no Libertador. A sagrada escritura nos diz: “a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.” (Romanos 10:17). Se meditarmos neste versículo juntamente com o verso base de nossa reflexão (João 8:31,32), percebemos que há uma base sólida para a fé daqueles que são de fato o Seu discípulo: A Palavra de Deus. É por meio da revelação de Deus, perfeitamente encontrada nas Escrituras, que somos firmados a permanecer em Seu caminho. Jesus nos afirma: “Se permanecerdes na minha palavra” E Paulo, inspirado pelo Espírito Santo: “a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.” Quão perfeito são os Escritos de Nosso Senhor, quão maravilhosa é esta obra prima de Deus. Ouvindo, meditando, e sendo instruído na Palavra do Senhor é o caminho que nos conduz a fé. “e como ouvirão, se não há quem pregue?” (Romanos 10:14). O evangelho precisa ser anunciado e esta é uma tarefa dos salvos em Cristo. Lemos: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” (1 Pedro 2:9). É dever de todo Cristão entender que precisa anunciar o evangelho, que Deus deu o Seu único Filho e que o homem precisa arrepender-se de seus pecados e tornar-se um nova Criatura em Cristo para sair das trevas para a sua maravilhosa Luz. 

Mas é preciso Fé. Acreditar que Ele morreu e ressuscitou. Crer que Jesus é Deus, que Seu sacrifício na cruz é a consumação do plano de Deus para libertar o perdido. E esta fé eu não produzo por mim mesmo, sou incapaz disto, é dom de Deus. Creio porque o evangelho foi anunciado a mim, creio porque o Espírito Santo me convenceu. Podemos ler em Efésios 2:8-9: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” Aqui voltamos a graça, não há como fugir, é irresistível. 

Antes de escrever este texto eu pensei, “vou falar de coisas que as pessoas estão atrelando em seus pensamentos como formas de se acharem libertas, das várias maneiras que tentam barganhar ou difundir este ato de Deus, sem a luz das Escrituras”... Vimos que eu não precisei, pois a própria Palavra de Deus é suficiente para nos ensinar que só há libertação em Cristo, somente Ele nos torna verdadeiramente LIVRES

E andarei em liberdade; pois busco os teus preceitos. Salmos 119:45